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Após três meses de incertezas e intensa mobilização, a jornalista britânica Charlotte Alice Peet, de 33 anos, foi localizada em São Paulo, encerrando o caso que envolvia seu desaparecimento desde fevereiro deste ano.
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A jornalista, que havia chegado ao Brasil em novembro de 2024, foi encontrada hospedada em um hotel, na capital paulista. Segundo os agentes de segurança a jornalista está bem de saúde.
Segundo a delegada Ellen Souto, da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), a britânica demonstrou estar bem e afirmou, de maneira clara, que não desejava manter contato com sua família nem retornar ao Reino Unido. O inquérito foi encerrado, já que não há indícios de crime.
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A família foi notificada e, conforme as autoridades, não havia mais razão para manter a investigação ativa. O desaparecimento foi inicialmente registrado por uma amiga americana da jornalista na Delegacia de Atendimento ao Turista, no Rio de Janeiro, após Charlotte deixar de responder mensagens.
A última comunicação com essa amiga havia ocorrido em fevereiro, quando Charlotte informou estar em São Paulo em busca de um lugar para ficar no Rio. Com sólida carreira no jornalismo internacional, Charlotte trabalhou como freelancer para veículos renomados como Al Jazeera, The Telegraph, The Independent, entre outros.
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Ela já havia vivido no Brasil durante a pandemia da Covid-19, atuando como correspondente internacional e produzindo reportagens sobre violência policial e crise sanitária. Sua formação inclui passagens por instituições como University of London e University of Bristol, além de fluência em quatro idiomas.
Nos dias que antecederam sua ausência, Charlotte chegou a publicar em um grupo do Facebook um pedido de indicação de quarto para alugar em Londres, indicando possível intenção de retorno ao país. Apesar disso, optou por permanecer em São Paulo sem informar familiares ou colegas.
O episódio lança luz sobre situações de desaparecimento que, apesar de gerarem grande apreensão, podem não estar ligadas a crimes. Também reforça a complexidade dos vínculos pessoais e as escolhas de privacidade, especialmente quando envolvem profissionais que vivem entre fronteiras culturais e geográficas.