Caso Moisés: exames revelaram violência sofrida por menino de 4 anos que morreu em SC

Moisés Falk Silva, de quatro anos, morreu no domingo, dia 17 de agosto.

ANÚNCIOS

Nem sempre a infância é sinônimo de proteção e cuidado. A história de Moisés Falk Silva, menino de apenas 4 anos, mostra como, infelizmente, algumas crianças não estão seguras nem dentro de casa.

ANÚNCIOS

O prontuário médico divulgado após sua morte revelou um histórico de machucados e atendimentos hospitalares que já apontavam para suspeitas de maus-tratos meses antes do desfecho fatal.

O documento, analisado por médicos e apresentado pela imprensa, mostra que Moisés já havia sido levado ao hospital em diferentes ocasiões. Em abril e maio, profissionais registraram hematomas espalhados pelo corpo, inclusive em regiões delicadas como rosto, orelhas e abdômen.

ANÚNCIOS

Também foram descritas escoriações nos dedos de uma das mãos, sinais interpretados como tentativa de defesa. À época, os casos chegaram a ser notificados às autoridades, mas a violência persistiu.

No domingo, dia 17 de agosto, dia da morte do menino, o cenário foi ainda mais cruel. Moisés chegou à unidade de saúde com marcas de mordida na bochecha, hematomas nas costas e no tórax. Apesar dos esforços de reanimação por quase 45 minutos, não resistiu.

ANÚNCIOS

O padrasto, Richard da Rosa Rodrigues, de 23 anos, que estava cuidando da criança enquanto a mãe trabalhava, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. A mãe, grávida de seis meses, acabou liberada mediante medidas cautelares.

Vizinha da família relatou que o menino tentou pedir ajuda horas antes, indo até sua casa com gestos que indicavam dor abdominal. Momentos depois, foi levado de volta pelo padrasto, que retornou alegando tê-lo encontrado desacordado.

O Ministério Público de Santa Catarina acompanha o caso e já admitiu possíveis falhas no sistema de proteção. A promotora Luana Pereira Neco afirmou que as responsabilidades serão apuradas, incluindo eventuais omissões de órgãos de fiscalização.

A curta vida de Moisés expõe uma ferida social, a urgência de fortalecer mecanismos de proteção infantil e de garantir que denúncias de violência sejam efetivamente investigadas e interrompidas antes que seja tarde demais.

Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira