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Na última quarta-feira (10/09), o julgamento de Bolsonaro e outros réus pela trama golpista teve continuidade. O dia ficou marcado pelo voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Fux avaliou que o caso não poderia ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, uma vez que os réus não tinha prerrogativa de foro privilegiado, votando portanto pela anulação e consequente inocência dos réus.
O ministro, no entanto, votou pela condenação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro que colaborou com a Polícia Federal após acordo de delação premiada. A decisão de Fux gerou enorme repercussão nas redes sociais.
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Uma das pessoas que se manifestou, por exemplo, foi a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro. A esposa do ex-presidente, a exemplo de outros aliados de Bolsonaro, elogiou a postura do ministro.
“Quando a coerência e o senso de justiça prevalecem sobre a vingança e a mentira, não há espaço para perseguições cruéis nem julgamentos parciais”, escreveu Michelle. Em outra oportunidade, Michelle já tinha elogiado o ministro, ao afirmar que “Fux está sendo um facho de luz no STF”.
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Apesar da empolgação de aliados do ex-presidente, o voto de Fux na prática pode não significar muita coisa. Isso porque ainda faltam os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, da Primeira Turma.
A expectativa de muitos analistas é de que ambos os ministros acompanhem o relator, Alexandre de Moraes, com eventuais possíveis discordâncias mas a condenação de Bolsonaro e demais réus. Com isso, o voto de Cármen Lúcia pode ser decisivo.
Se a ministra votar pela condenação dos réus, o julgamento é virtualmente encerrado hoje já que a decisão por maioria já estaria definida. O processo continua e o ministro Zanin ainda vota, independente do parecer da ministra Cármen Lúcia.