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Um homem de 58 anos de idade, identificado como Geraldo Vaz Junior, vive um drama e busca respostas sobre um caso que é considerado raro no país: o transplante de um órgão doente.
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Em 2023, Geraldo estava na fila de espera por um fígado e, em março daquele ano, recebeu a notícia que esperava: um órgão estava disponível. O procedimento deu certo e Geraldo recebeu bem o novo órgão, mas o sonho logo virou um pesadelo.
Meses depois do transplante, Geraldo descobriu que estava com um câncer: um adenocarcinoma, encontrado justamente no fígado que havia acabado de receber. Agora, o homem descobriu que o tumor se espalhou para outros órgãos, a chamada metástase.
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Novos exames revelaram que o mesmo tipo de câncer foi localizado em seu pulmão. Agora, anos depois do começo do que se tornou um pesadelo, Geraldo e a esposa, Marcia Helena, decidiram expor o caso.
O casal tem mobilizado uma campanha tanto nas ruas, quanto nas redes sociais, pedindo por respostas. Tanto Geraldo, quanto a esposa, tentam entender como foi possível um erro tão grave em um sistema que é tão rigoroso.
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“Não cabe, nesse caso, um silêncio institucional. Por favor, não cabe. Não cabe porque isso dá margem para que o erro continue acontecendo. O silêncio produz isso. Uma margem para que o erro continue acontecendo”, apelou Márcia.
Geraldo começou a ter problemas de saúde em 2010, quando recebeu o diagnóstico de hepatite C, a chamada cirrose hepática por vírus C. Em decorrência da doença, ele foi inserido na fila de espera por transplante.
Em 2023, através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (Proadi) do Sistema Único de Saúde (SUS), Geraldo deu entrada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para receber o esperado órgão.