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Após um crime que chocou o Brasil pela sua frieza, um pai de 38 anos confessou ter matado o próprio filho, de 11 anos, com a notícia vindo a público nesta última segunda-feira, dia 3 de novembro.
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Davi Piazza Pinto, que viajou de Santa Catarina para a Paraíba, assassinou o menino Arthur Davi Velasquez, que era autista e deficiente visual, para, segundo ele, “se livrar” da dívida de pensão alimentícia.
O delegado Bruno Victor Germano investiga o caso em João Pessoa. “Ele veio de Florianópolis para João Pessoa com o objetivo de matar o filho”, disse o delegado.
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Ele afirmou que o pai justificou o crime por estar “sufocado financeiramente” com a pensão de R$ 1.800, vendo o filho “como um problema”. Desta forma, ficou exposto que o valor pago era de 1.800 reais.
Com a notícia da confissão, o planejamento meticuloso do crime veio à tona. O pai fingiu para a mãe da criança que queria se reaproximar do filho e que o levaria para uma viagem.
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“Era tudo uma farsa. Ele nunca comprou passagem alguma”, revelou o delegado. Assim que a mãe deixou a criança no apartamento alugado, o pai a asfixiou com uma rede e um travesseiro.
Diante da situação, a forma como o crime foi descoberto chocou pela frieza. Após o assassinato na sexta-f eira, Davi voltou para Florianópolis e, no domingo (2), confessou à sua própria mãe o que havia feito.
Com isso, ela acionou a polícia. Ele também ligou para a mãe da criança, dizendo que havia matado o menino, e logo em seguida, desligou o telefone. Desde o crime na sexta-feira (31), o pai agiu friamente. Após matar Arthur, ele enrolou o corpo na rede e chamou um carro de aplicativo para levá-lo a uma área de mata.
O corpo foi encontrado em uma cova rasa de 20 centímetros. A tia da vítima lamentou a crueldade, dizendo que seu sobrinho era um menino feliz e tranquilo, que certamente não merecia esse fim.
No momento, Davi Piazza Pinto está preso em Santa Catarina, aguardando a decisão da Justiça sobre sua transferência para João Pessoa. Segundo o delegado, ele responderá por crime triplamente qualificado e a pena pode ultrapassar 32 anos de prisão.