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Após um domingo marcado pela primeira visita familiar, a prisão de Jair Bolsonaro (PL) ganhou contornos dramáticos com a revelação de seu depoimento à Justiça, neste dia 23 de novembro.
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O ex-presidente alegou ter tido um “surto” e usado um ferro de solda para tentar abrir sua tornozeleira eletrônica. As fontes são da ata da audiência de custódia, presidida pela juíza auxiliar de Alexandre de Moraes.
Segundo o documento, Bolsonaro afirmou que estava com “alucinação de que tinha alguma escuta na tornozeleira” e, por isso, tentou violar o equipamento danificando-o com o calor.
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Com a notícia do depoimento, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) apresentou um relatório com vídeo do dispositivo queimado, que viralizou nas redes sociais.
O ex-presidente justificou o ato dizendo que o episódio pode ter sido provocado por um medicamento novo e que “não se lembra de ter um surto dessa natureza em outra ocasião”. Com isso, a atitude de Michelle Bolsonaro chamou atenção.
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Diante da situação, a ex-primeira-dama esteve na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, na tarde deste domingo. Autorizada por Moraes, ela foi a primeira pessoa, além de médicos e advogados, a visitar o marido.
No momento, o ex-presidente está detido em uma Sala de Estado de 12 m² com banheiro e ar-condicionado. Desde a prisão no sábado, Michelle tem usado as redes sociais para enviar mensagens de fé aos apoiadores.
“Deus não perdeu o controle de nada”, escreveu ela pela manhã, citando versículos bíblicos sobre proteção divina, enquanto acenava para simpatizantes na entrada da PF.
No momento, a prisão preventiva foi mantida após a audiência. A alegação de surto psicótico e o uso de ferramentas para danificar o monitoramento eletrônico complicam a estratégia da defesa, que tentava reverter a detenção para o regime domiciliar.