Material inusitado alimentou chamas que consumiu prédios e deixou 55 mortos

Complexo residencial passava por reforma quando o fogo começou.

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Um incêndio de proporções devastadoras consumiu parte de um complexo de oito arranha-céus no distrito de Tai Po, em Hong Kong, deixando pelo menos 55 pessoas mortas e dezenas de feridos.

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O fogo começou durante a madrugada de 26 de novembro de 2025 e rapidamente se espalhou pelas torres residenciais, onde milhares de moradores viviam. Segundo as autoridades, muitos ficaram presos dentro dos apartamentos, e centenas ainda estão desaparecidos.

Bombeiros trabalharam por mais de 24 horas para controlar as chamas, que atingiram temperaturas tão altas que dificultavam a entrada das equipes de resgate. As investigações iniciais apontam que andaimes de bambu e telas plásticas usados em obras de reforma contribuíram para a velocidade com que o fogo se espalhou.

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O material, tradicional na construção local, é leve, flexível e econômico, mas também altamente inflamável quando não recebe tratamento adequado. Especialistas afirmam que o uso desses andaimes, combinado com lonas de baixa resistência ao fogo, criou um ambiente propício para a propagação das chamas entre as torres.

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Três executivos da empresa responsável pela obra foram presos sob suspeita de negligência e homicídio culposo. O líder do governo de Hong Kong, John Lee, anunciou a criação de uma força-tarefa para revisar a segurança em construções que ainda utilizam estruturas de bambu.

Embora o método seja considerado um patrimônio cultural da engenharia chinesa, sua permanência vem sendo questionada após uma série de incidentes semelhantes nos últimos anos, pelo menos três incêndios envolvendo andaimes de bambu foram registrados somente em 2025.

Com cerca de 4.600 moradores afetados, o incêndio reacendeu o debate sobre a modernização das normas de segurança e o equilíbrio entre tradição e tecnologia.

Enquanto a fumaça ainda paira sobre Tai Po, Hong Kong enfrenta não apenas a perda de dezenas de vidas, mas também a urgente necessidade de repensar como proteger seus prédios, e seus cidadãos, das chamas que subiram até o topo de seus céus.

Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira