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A morte de Mauri Lima, de 55 anos, provocou enorme comoção entre familiares, amigos e admiradores da música sertaneja. Integrante da dupla Maurício e Mauri e irmão de Chitãozinho e Xororó, o cantor perdeu a vida em um acidente automobilístico em uma rodovia paulista.
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O filho dele, o também cantor Maury Lima, estava na van no momento da colisão e relatou, de forma emocionada, como foram as últimas horas ao lado do pai, desde o show realizado em Curitiba até os instantes finais após o impacto.
Segundo Maury, a viagem se iniciou após uma apresentação marcada pela sintonia entre pai e filho. Ambos dividiram o palco, revezaram canções e prolongaram o show a pedido do organizador do evento, amigo próximo da família.
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A apresentação, segundo ele, foi especial, repleta de alegria e marcada por um raro momento em que Mauri permitiu que músicas produzidas pelo filho fossem tocadas durante o trajeto de retorno ao hotel.
Todos estavam bastante animados, conversando e compondo trechos de novas letras enquanto seguiam viagem em direção a São Paulo. Após uma parada para o almoço por volta de 12h30, os ocupantes da van retomaram o percurso em clima descontraído.
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Foi nesse momento que, conforme o depoimento do filho, o motorista perdeu o controle e direcionou o veículo para um caminhão parado, atingindo justamente a parte onde estavam Mauri e o roadie Douglas Riva.
O impacto destruiu a estrutura interna da van. Douglas morreu instantaneamente. Maury conseguiu sair quebrando a janela com as próprias mãos para tentar ajudar os demais ocupantes.
Em seguida, ele correu até a parte dianteira para verificar o estado do pai. Mauri ainda respirava, embora gravemente ferido. Enquanto acionava o resgate, o filho conversava com ele, lembrava o quanto era amado e colocava a mãe e a irmã na chamada para que também pudessem transmitir palavras de afeto.
Maury relatou que o pai reagiu emocionalmente, demonstrando que ouvia tudo, até que sua respiração cessou. A despedida, segundo ele, foi marcada por profunda admiração.
Maury destacou a ética, o talento e a dedicação incansável do pai à música e ao trabalho, além do aprendizado que levou da convivência com ele. Em suas palavras, a maior dor é não poder abraçá-lo novamente, mas o amor permanece como lembrança permanente da história que construíram juntos.