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O tráfego intenso e a presença constante de veículos pesados tornam a BR-381, no trecho conhecido como Fernão Dias, um dos pontos mais críticos da malha rodoviária federal em Minas Gerais.
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Na tarde da última segunda-feira (16), mais um acidente grave reforçou essa realidade. Uma colisão envolvendo múltiplos veículos causou a morte de duas pessoas e gerou longas horas de congestionamento na região de Itaguara, no Centro-Oeste mineiro.
O acidente aconteceu por volta das 15h, na altura do quilômetro 566, no sentido São Paulo. De acordo com informações da concessionária Autopista Fernão Dias, um carro de passeio foi imprensado entre duas carretas em um engavetamento.
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As duas vítimas fatais, ocupantes do veículo, ainda não haviam sido identificadas até o início da noite. Equipes de resgate da concessionária, da Polícia Rodoviária Federal e da perícia técnica atuaram no local para o atendimento da ocorrência e remoção dos veículos envolvidos.
A colisão impactou significativamente o tráfego na rodovia. Por volta das 18h, apenas uma faixa estava liberada para o fluxo de veículos, gerando lentidão severa. Às 18h50, o congestionamento já alcançava oito quilômetros, com velocidade média inferior a 5 km/h, segundo aplicativos de navegação.
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Duas pessoas morreram em um grave acidente na tarde desta segunda-feira (15) na BR-381, a Fernão Dias, em Itaguara, no Centro-Oeste de Minas Gerais. O carro em que as vítimas estavam foi prensado entre duas carretas durante um engavetamento no km 566 da rodovia, no sentido São… pic.twitter.com/7sAZ3KjRCe
— O TEMPO (@otempo) December 15, 2025
A BR-381, que liga São Paulo a Governador Valadares, é a segunda maior em extensão entre as federais que cortam Minas Gerais. Contudo, lidera com folga o ranking estadual em número de acidentes e mortes.
Em 2023, foram registrados 2.641 acidentes e 171 mortes, além de mais de 3.400 pessoas feridas. O índice supera em 45% o da BR-040, segunda em número de acidentes no estado, embora com extensão semelhante.
O episódio em Itaguara reacende o debate sobre a necessidade de modernização e duplicação de trechos da BR-381, além de medidas eficazes de controle de velocidade, sinalização e fiscalização.
A rodovia, frequentemente apelidada de “Rodovia da Morte”, concentra um volume elevado de tráfego, especialmente de cargas, e segue como um dos maiores desafios de infraestrutura e segurança viária do país.