ANÚNCIOS
Nesta sexta-feira (26/12), chegou ao conhecimento da imprensa brasileira a situação enfrentada pela ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) durante sua prisão na Itália. Zambelli esta presa em Roma, depois de fugir da prisão no Brasil.
ANÚNCIOS
Nesta semana, o advogado Fábio Pagnozzi, que faz a defesa da ex-deputada, se manifestou sobre o caso e esclareceu que Zambelli sofreu agressões dentro da prisão na Itália.
Segundo Pagnozzi, Zambelli chegou a ser agredida em três ocasiões diferentes desde antes de setembro. O advogado alega ainda que a ex-parlamentar chegou a se queixar, mas a administração do presídio não tomou nenhuma atitude.
ANÚNCIOS
A justificativa, segundo o advogado, seria a de que o presídio tem “alta rotatividade”. Segundo as informações, a defesa apresentou um pedido para troca de cela, que foi acatado. Zambelli trocou de cela e andar.
Zambelli foi condenada pela Justiça brasileira no caso do ataque hacker ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas fugiu do país para buscar asilo na Itália, por ter cidadania italiana e acreditar que não seria presa no país europeu.
ANÚNCIOS
O plano acabou não dando certo e a Justiça da Itália determinou sua prisão, mas não houve acordo para extradição, o que significa que a ex-parlamentar deve cumprir pena no país europeu.
Após ser alvo de um processo de cassação, Zambelli se antecipou e comunicou oficialmente a renúncia do cargo parlamentar no último dia 14 de dezembro. Com a renúncia, Zambelli deverá ser substituída por Adilson Barroso (PL-SP), que era seu suplente.
Antes da confirmação das agressões ser feita pelo advogado de defesa da ex-parlamentar, o senador Magno Malta (PL-ES) expôs as agressões à imprensa brasileira em gesto de solidariedade.
“Nós estamos aqui para orar por Carla Zambelli. Entramos no maior presídio feminino do mundo para visitá-la. Perseguida política. Crime de opinião. Está lá. Ela já tinha apanhado três vezes de detentas quando nós fomos visitá-la. Quando ela nos viu, ela ficou congelada”, disse ao Estadão.