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A descoberta de quatro corpos enterrados na manhã deste sábado (3), em Biguaçu, na Grande Florianópolis, mobiliza as forças de segurança de Santa Catarina.
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A principal suspeita é de que as vítimas sejam os quatro jovens desaparecidos que vieram de Minas Gerais em busca de trabalho. O delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, confirmou a localização dos cadáveres.
Enquanto o diretor da Polícia Civil da Grande Florianópolis, Pedro Mendes, destacou que todos os indícios apontam para o grupo desaparecido, embora a confirmação definitiva dependa estritamente dos laudos técnicos a serem emitidos pela Polícia Científica.
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A ocorrência teve início por volta das 8h45, quando a Polícia Militar recebeu denúncias sobre a localização de corpos abandonados às margens de uma estrada no bairro Fundos.
Ao chegarem ao ponto indicado, as equipes do Batalhão de Polícia de Choque constataram a presença de quatro corpos que estavam em estágio de decomposição.
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De acordo com o capitão Daniel Duering, as vítimas estavam amarradas e apresentavam sinais visíveis de mutilação. Imediatamente, o perímetro foi isolado para garantir a preservação de vestígios necessários para a perícia técnica e para o trabalho dos investigadores.
O grupo de jovens, composto por Daniel Luiz da Silveira e Bruno Máximo da Silva, ambos de 28 anos, Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos, foi visto pela última vez no Centro de Florianópolis.
Câmeras de monitoramento também registraram a movimentação dos rapazes em frente ao apartamento onde residiam juntos no bairro Barreiros, em São José, cidade vizinha à capital catarinense.
Segundo relatos de familiares às autoridades, os jovens haviam se mudado para Santa Catarina recentemente, entre os meses de outubro e dezembro de 2025, motivados pela procura de emprego na região litorânea.
A investigação agora se concentra em determinar as circunstâncias das mortes e identificar possíveis motivações e autores do crime. Os corpos foram recolhidos pela Polícia Científica para a realização de exames necroscópicos e de identificação oficial.
O caso gera grande repercussão e preocupação na região metropolitana, dada a brutalidade com que os corpos foram encontrados e o histórico de migração dos jovens em busca de melhores condições de vida no estado catarinense.