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A dor de perder alguém querido é sempre imensa, mas quando a perda acontece a poucos dias de um casamento, o sofrimento se torna ainda mais profundo.
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Esse é o caso da família e da noiva do cabo Fabrício Santana, policial militar de 40 anos, que desapareceu na última quarta, dia 7 de janeiro e teve o corpo encontrado neste domingo, dia 11 de janeiro em uma área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo.
O casamento civil de Fabrício estava marcado para dois dias após seu desaparecimento. O Instituto Médico-Legal (IML) confirmou a identidade do corpo por meio das impressões digitais. De acordo com o laudo preliminar, o policial apresentava traumatismo craniano e sinais de tortura.
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Ele havia saído de casa para visitar o pai e o filho, que vivem próximos à Estrada do M’Boi Mirim, na Zona Sul da capital. As investigações apontam que o policial pode ter sido morto a mando do crime organizado após uma discussão com um traficante em um bar de uma comunidade local.
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Testemunhas relataram que, durante o desentendimento, Fabrício teria revelado que era policial, o que teria despertado a reação de criminosos da região. O caso levou à prisão de três suspeitos, incluindo o caseiro do sítio onde o corpo foi encontrado.
Imagens de câmeras de segurança mostraram o carro de Fabrício sendo seguido por outro veículo pouco antes do crime. Um dos detidos confessou ter participado da ação, revelando que o grupo levou o corpo até a mata para tentar incendiar o carro do policial.
O corpo do cabo Fabrício foi liberado nesta segunda, dia 12 de janeiro e sepultado no Cemitério Cerejeiras, no Jardim Ângela. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública lamentou o ocorrido e afirmou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos.