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Em agosto de 2025, um morador do município de Rio Verde, Goiás, saiu de casa dizendo que visitaria uma amiga no Distrito Federal. O que a família não imaginava era que Mateus Santos, de 22 anos, estava na verdade embarcando para a Rússia.
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Dias depois de sair de casa para “visitar uma amiga”, Mateus entrou em ligação de video com a mãe e contou a verdade. O rapaz revelou que estava na Rússia e que havia se voluntariado para lutar a guerra contra a Ucrânia.
“Ele falou para mim: ‘Mãe, eu vou falar a verdade para a senhora. Estou aqui na Rússia e assinei um contrato’”, lembrou Sandra Maria da Silva Santos, de 40 anos de idade, mãe do rapaz, em entrevista ao jornal O Popular.
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Até o mês de dezembro, Mateus manteve contato com a família através da internet, com envio de vídeos e fotos. No entanto, desde o dia 2 de dezembro a família esta sem notícias.
“Eu ligo no telefone e mando mensagem, mas sequer mostra [a mensagem] como entregue. Ele sempre falava que, se acontecesse alguma coisa, o comandante entraria em contato, mas até agora ninguém deu notícias”, disse a mãe.
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A família agora tem tentado contato com a Embaixada brasileira na Rússia. Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) ainda não se manifestou sobre o caso do jovem de Goiás.
No entanto, há alguns meses, o Itamaraty tem emitido comunicados recomendando que brasileiros não se voluntariem para guerras em território estrangeiro. O Ministério reforça que a atuação em zonas de guerra é limitada e que, em muitas situações, a assistência pode se tornar inviabilizada.
Não apenas a Rússia, mas a própria Ucrânia e outros países em conflito bélico, costumam atrair jovens de outras nações com a promessa de pagamentos. Muitos relatam que os acordos nem sempre são respeitados quando chegam ao local de guerra.