Delegado revela detalhes sobre os técnicos suspeitos por mortes em UTI: ‘Nem estar ali…’

O caso chocante segue sob investigação.

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As investigações sobre mortes registradas em uma unidade de terapia intensiva no Distrito Federal trouxeram à tona comportamentos que chamaram a atenção das autoridades responsáveis pelo caso.

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Em ambientes hospitalares, onde a confiança entre equipes e pacientes é fundamental, qualquer indício de irregularidade gera preocupação imediata e mobiliza protocolos rigorosos de apuração.

Nos últimos anos, órgãos de controle têm reforçado mecanismos de vigilância justamente para evitar desvios de conduta em locais destinados ao cuidado e à recuperação de pessoas em situação delicada de saúde.

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No centro das apurações está o Hospital Anchieta, em Taguatinga, onde três técnicos de enfermagem foram presos temporariamente sob suspeita de envolvimento na morte de ao menos três pacientes internados na UTI.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, os depoimentos prestados após as prisões foram marcados por postura considerada fria e pela negativa inicial de participação.

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Maurício Iacozzilli, delegado da Polícia Civil, afirmou que os suspeitos demonstraram “extrema frieza” durante os depoimentos. O agente de segurança ressaltou o comportamento Marcos que supostamente exercia um tipo de liderança.

Já o delegado Wisllei Salomão, afirmou que Marcela se mostrou arrependida e que estava sendo treinada por Marcos. Ainda segundo Wisllei, Amanda não trabalhava na área de UTI do hospital.

“Ela não devia nem estar ali junto, ela trabalhava em outro setor. Contudo, ela tinha uma relação de amizade com Marcos de muitos anos“, contou Salomão. O caso é complexo e a polícia busca por possíveis novas vítimas.

Um dos investigados afirmou ter apenas seguido orientações médicas, enquanto outra técnica declarou desconhecer o conteúdo do que era administrado, admitindo posteriormente arrependimento por não ter comunicado a situação à equipe responsável.

A terceira suspeita sustentou que acreditava se tratar de procedimentos rotineiros, embora imagens indiquem que ela acompanhava de perto a movimentação durante as aplicações. As investigações apontam que uma das técnicas estava em seu primeiro emprego e recebia treinamento de um colega mais experiente.

Também foi identificado que uma das suspeitas não fazia parte da equipe fixa da UTI, atuando em outro setor do hospital, mas mantinha vínculo de amizade com um dos investigados. Segundo a polícia, registros internos e imagens de segurança foram fundamentais para reconstruir a dinâmica dos fatos.

A apuração ganhou força com a Operação Anúbis, deflagrada em duas fases, que incluiu prisões, buscas e apreensões em diferentes regiões, como Ceilândia, Samambaia, Brazlândia e Águas Lindas.

Os investigadores também analisam o uso indevido de sistemas internos do hospital e a possível participação de outras pessoas. O caso veio à tona após iniciativa da própria instituição, que identificou situações incomuns e comunicou as autoridades.

O andamento das investigações deve esclarecer responsabilidades individuais e reforça a importância de controles internos, transparência e vigilância constante em unidades de saúde, especialmente em setores de alta complexidade como as UTIs.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.