ANÚNCIOS
Locais com água corrente exigem atenção permanente, sobretudo em dias de chuva intensa, quando rios e canais mudam rapidamente de comportamento. O que parece um espaço tranquilo em poucos minutos pode se tornar um ambiente imprevisível, com correntezas fortes e pouca visibilidade.
ANÚNCIOS
Foi nesse contexto que morreu o adolescente Antônio Rômulo de Sousa, de 15 anos, durante a forte chuva que atingiu Fortaleza na terça, dia 27 de janeiro. O jovem estava no Bairro Granja Lisboa e tomava banho de chuva com um amigo nas proximidades do rio Siqueira.
Para se manterem na superfície da água, os dois utilizavam uma placa de isopor, prática comum em períodos de alagamento, mas extremamente arriscada. Em determinado momento, a força da correnteza aumentou de forma repentina.
ANÚNCIOS
Os adolescentes pularam na água e acabaram sendo levados pelo fluxo do rio, que havia transbordado por causa do grande volume de chuva. Um deles conseguiu ser retirado da água por moradores poucos metros depois, mas Rômulo desapareceu.
As buscas começaram ainda pela manhã e mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros ao longo do dia. O trabalho foi dificultado pelo nível elevado da água, pela quantidade de lixo acumulado no canal e pelas ruas alagadas em bairros próximos, como o Conjunto Ceará.
ANÚNCIOS
O corpo de Rômulo foi localizado cerca de oito horas depois, a aproximadamente 400 metros do ponto onde ele havia sido visto pela última vez, em um trecho do canal entre as ruas Luminosa e Umuarama.
Além da comoção na comunidade, a morte do adolescente causou forte impacto no meio esportivo local. Rômulo era estudante e participava há cerca de três anos do projeto Academia Brasil de Futebol de Base.
Segundo o fundador do projeto, a mãe do jovem acompanhava de perto sua rotina e apoiava o sonho de vê-lo seguir carreira no futebol. O caso reacende o alerta sobre os riscos de brincar em rios e canais urbanos, especialmente durante chuvas fortes, quando a água ganha força e transforma momentos de descontração em situações de alto perigo.