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Após dois dias de buscas intensas, a menina Alice Maciel Lacerda Lisboa, de apenas quatro anos, foi encontrada com vida na tarde deste sábado, na zona rural de Jeceaba, Região Central de Minas Gerais.
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O caso mobilizou uma grande operação de resgate e comoveu moradores da cidade, que se uniram às forças de segurança na missão de encontrar a criança desaparecida desde a última quinta-feira (29).
Alice, que é autista e não verbal, havia sumido após sair por uma porta nos fundos do sítio dos avós, local onde estava com o irmão mais novo. A mãe trabalhava no momento, e o pai, que vive em outra cidade, chegou posteriormente para colaborar com as buscas.
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Segundo os familiares, ela estava acostumada com o ambiente e circulava com frequência pela propriedade. No entanto, a ausência foi notada pouco depois, desencadeando uma mobilização imediata.
As buscas envolveram uma força-tarefa formada por bombeiros, policiais, cães farejadores e drones, além da ajuda voluntária de moradores locais.
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A diversidade do terreno, com áreas de pastagem, encostas íngremes e mata fechada representou um desafio adicional, somado às chuvas intermitentes que dificultaram a visibilidade e o uso de recursos tecnológicos como os sensores térmicos dos drones.
No total, foram mobilizadas 12 guarnições do Corpo de Bombeiros e, ao longo dos dias, 21 militares participaram diretamente da varredura. A área vasculhada chegou a 40 hectares, o equivalente a 40 campos de futebol.
A operação ganhou reforço com um alerta emitido pelo Ministério da Justiça na última sexta-feira (30), ampliando a atenção sobre o caso. Apesar de não terem sido divulgados detalhes sobre as circunstâncias exatas do reencontro, os bombeiros confirmaram que Alice foi devolvida à família em segurança.
O desfecho positivo da história trouxe alívio e emoção a todos os envolvidos, destacando a importância da rápida articulação entre órgãos públicos, sociedade civil e tecnologia no enfrentamento de situações de desaparecimento.
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O caso reforça a necessidade de cuidados redobrados com crianças em áreas abertas e de protocolos específicos para indivíduos com condições que demandam atenção especial, como o autismo. A atuação conjunta foi essencial para que a busca tivesse um final feliz.