Identificadas as vítimas fatais do naufrágio em Manaus (AM)

Aa causas do acidente seguem desconhecidas.

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Acidentes fluviais continuam sendo um dos principais desafios logísticos e de segurança na Região Norte do Brasil, onde rios funcionam como vias essenciais de transporte entre municípios.

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Em áreas próximas ao Encontro das Águas, em Manaus, o tráfego intenso de embarcações e a formação de banzeiros — ondas provocadas pelo deslocamento de barcos maiores — exigem experiência e cautela redobrada dos condutores.

Mesmo assim, ocorrências envolvendo lanchas e barcos de médio porte ainda são registradas com frequência, mobilizando equipes de resgate e órgãos de fiscalização.

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Na tarde de sexta-feira (13/2), uma embarcação que partiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte naufragou com cerca de 80 pessoas a bordo. Vale ressaltar que naquela região do Brasil, os rios são como rodovias que as pessoas usam para se deslocarem.

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas informou que 71 passageiros foram resgatados sem ferimentos graves, mas duas mortes foram confirmadas: Samila de Souza, de 3 anos, e Lara Bianca, de 22. Outras sete pessoas seguem desaparecidas.

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Samila, que visitava Manaus pela primeira vez e era da comunidade Urucurituba, no Rio Madeira, chegou a ser levada ao Pronto Socorro da Criança da Zona Leste, mas já deu entrada sem sinais vitais.

Lara Bianca, estudante de odontologia e natural de Nova Olinda do Norte, teve o corpo localizado e encaminhado ao Instituto Médico Legal após ser levado ao pelotão fluvial dos bombeiros no Porto de Manaus. A morte da jovem gerou manifestações de pesar entre colegas e amigos.

Segundo informações divulgadas, a embarcação transportava 67 passageiros e quatro tripulantes. O comandante, Pedro José da Silva Gama, de 42 anos, foi detido e posteriormente liberado após pagamento de fiança.

Ele poderá responder por homicídio culposo, enquanto a Delegacia Especializada em Homicídio e Sequestros conduz as investigações.

Equipes formadas por 25 bombeiros, com apoio de lanchas, ambulâncias, Polícia Militar e Marinha, atuaram na operação de resgate, que contou também com aeronave de busca.

As causas do naufrágio ainda não foram oficialmente esclarecidas. A empresa responsável declarou que a embarcação estava regularizada e afirmou colaborar com as autoridades.

O episódio reforça a necessidade de fiscalização constante e de medidas preventivas no transporte fluvial, fundamentais para garantir segurança em uma região onde os rios são parte central da rotina da população.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.