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Na última sexta-feira (13/02), dois amigos foram surpreendidos por um homem armado que se apresentou como policial federal e fez ameaças após confundir a dupla com um casal gay.
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Os dois estavam aguardando por uma refeição, em um estabelecimento em Samambaia, DF, quando foram surpreendidos. Uma das vítimas ficou sob mira de uma arma e recebeu ordens como levantar as mãos e deitar no chão.
Agora, de acordo com informações obtidas pelo portal Metrópoles, foi divulgada a identidade do agressor. Diego de Abreu Souza Borges, que se apresentou como Policial Federal, na verdade mentiu.
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Ele é servidor e trabalha em setor administrativo da Polícia Federal, como agente administrativo. Ainda segundo o portal, o cargo tem salário de carreira inicial em R$ 7,4 mil.
Os dois amigos foram ouvidos pela polícia e relataram como aconteceu a abordagem. A dupla conta que Borges os abordou antes de sacar a arma, questionando sobre a orientação sexual dos dois.
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Segundo as vítimas, o agressor questionou várias vezes se os dois eram um casal, o que eles responderam negativamente. Depois, continuou com questionamentos dessa natureza. “Ele perguntou: ‘Como é para você ter um filho gay?’”, disse uma das vítimas.
As vítimas relatam que a abordagem armada aconteceu quando os dois se prepararam para pagar o pedido e deixar o local. Borges se levantou, sacou a arma, apontou para um dos homens e passou a fazer ameaças.
“Ele se levantou por trás de mim e apontou uma arma. Mandou que eu virasse de costas e colocasse a mão na cabeça. Eu gritava para chamarem a polícia, e ele respondia: ‘Pode chamar, eu sou a polícia!’”, disse.
Dias depois ao crime, Borges passou por audiência de custódia e foi colocado em liberdade, no domingo (15/20). A Justiça, no entanto, determinou que ele perdesse a posse de arma de fogo. Ele é investigado por injúria racial, no âmbito da homofobia.