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Três décadas após um dos episódios mais marcantes da música brasileira nos anos 1990, a memória dos integrantes dos Mamonas Assassinas volta ao centro das atenções, por um motivo que vem gerando curiosidade.
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O grupo, que conquistou o país com humor irreverente e sucessos que ainda ecoam em diferentes gerações, teve a trajetória interrompida em 2 de março de 1996, em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, em São Paulo. Agora, 30 anos depois, uma nova etapa de homenagem começa a ser construída.
Os corpos de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli serão exumados nesta segunda-feira (23/2). A decisão, segundo familiares, tem como objetivo permitir a cremação dos restos mortais para a criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas, que será implantado no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, onde os músicos estão sepultados.
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A proposta prevê um espaço permanente de lembrança, com árvores plantadas a partir das cinzas, associadas a sementes de espécies nativas. Cada árvore representará simbolicamente um dos artistas.
O projeto também pretende se estender à comunidade local, permitindo que moradores utilizem o mesmo conceito para homenagear familiares, transformando o local em um ambiente de memória coletiva e preservação ambiental.
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Jorge Santana, primo de Dinho e responsável pela marca ligada ao grupo, afirmou que a iniciativa busca manter viva a história da banda, ressaltando o orgulho que os familiares sentem até hoje.
Além dos cinco músicos, o segurança Sérgio Saturnino Porto também foi vítima do acidente e está enterrado no mesmo cemitério, embora não haja confirmação sobre eventual exumação de seus restos mortais.
A tragédia de 1996 também marcou o jornalismo da época. O fotógrafo Fernando Cavalcanti relatou anos depois os bastidores da cobertura, descrevendo como registrou as imagens durante a madrugada e refletindo, com o passar do tempo, sobre os limites entre informação e exposição excessiva.
Segundo ele, a repercussão das fotos foi intensa, impulsionando vendas, mas também gerando questionamentos éticos que permanecem atuais.
A criação do memorial representa uma tentativa de transformar lembrança em legado, unindo preservação ambiental e homenagem a um grupo que deixou marca profunda na cultura popular brasileira.