Família leva corpo a UPA e população pede socorro em meio à enxurrada de chuvas em MG

A enxurrada de chuva em MG deixou um cenário entristecedor e um vídeo viralizou nas redes sociais.

ANÚNCIOS

O cenário em Juiz de Fora nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, ultrapassou o limite do desastre natural para se tornar uma crise humanitária e de infraestrutura.

ANÚNCIOS

Vídeos que circulam nas redes sociais revelam a face mais cruel da tragédia, mostrando moradores enfrentando temporais em filas intermináveis em Unidades Básicas de Saúde, onde pacientes aguardam por horas sem informações claras.

Em um registro ainda mais chocante, uma família foi obrigada a transportar por meios próprios o corpo de um parente morto em um deslizamento até uma UPA, evidenciando que as forças de segurança e resgate não conseguiram acessar todos os pontos críticos.

ANÚNCIOS

A saturação dos serviços de emergência reflete o impacto de um volume de chuva sem precedentes na história da cidade. Juiz de Fora vive atualmente o seu pior pesadelo meteorológico, o que levou o município a decretar estado de calamidade pública.

https://www.instagram.com/reels/DVJNOwfEVse/

ANÚNCIOS

O volume de chuva acumulado em fevereiro já atingiu a marca de 584 milímetros, o que representa exatamente o dobro da média histórica esperada para o mês.

Essa intensidade climática resultou em números alarmantes, com a confirmação de vinte mortes na região, sendo dezesseis em Juiz de Fora e quatro em Ubá, além de deixar cerca de 440 pessoas desabrigadas e dependentes de auxílio humanitário imediato.

“Infelizmente, tivemos um óbito, desde ontem, no deslizamento. A comunidade está indignada, porque até agora não veio polícia e nem bombeiro, a situação está alarmante aqui”, disse um morador em vídeo viral.

As autoridades alertam que o solo permanece extremamente encharcado, o que mantém o risco de novos deslizamentos de terra muito alto para as próximas horas.

O foco das equipes de resgate agora é concentrar esforços para tentar chegar às áreas que ficaram isoladas durante a madrugada, visando verificar se há mais vítimas sob os escombros e lama.

Enquanto isso, a prefeitura trabalha para tentar normalizar o fluxo de informações e atendimentos nas unidades de saúde, que seguem operando muito além de sua capacidade técnica e humana

Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.