ANÚNCIOS
A história do futebol brasileiro é marcada não apenas pelos grandes lances dentro de campo, mas também por personagens que, nos bastidores, ajudaram a construir imagens que atravessaram gerações.
ANÚNCIOS
Em Santos, no litoral de São Paulo, a morte de João Araújo, conhecido como Didi, reacendeu memórias de uma época em que o esporte projetava ídolos mundiais e criava laços que iam além das quatro linhas.
Didi morreu nesta terça-feira (24), aos 87 anos, após complicações decorrentes de cirurgias no intestino. Ele estava internado desde o início de fevereiro no hospital Beneficência Portuguesa.
ANÚNCIOS
No dia 12, passou por um procedimento cirúrgico e, dias depois, precisou de nova intervenção. Durante a madrugada, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. Ele deixa esposa e três filhos.
O velório ocorre na própria Beneficência Portuguesa, com cortejo previsto para o Memorial Necrópole Ecumênica, no Marapé, onde será realizada a cremação. O cabeleireiro ficou nacionalmente conhecido por ser o responsável pelo topete que se tornou marca registrada de Pelé.
ANÚNCIOS
Adolescente quando o então jovem jogador apareceu pela primeira vez em sua barbearia, próxima à Vila Belmiro, Didi acompanhou de perto a trajetória do Atleta do Século XX. Ao longo das décadas, a relação profissional deu lugar a uma amizade descrita pela família como profunda e fraterna.
Em entrevistas concedidas nos últimos anos, ele costumava afirmar que qualquer barbeiro gostaria de ter Pelé como cliente. Após a morte do Rei do Futebol, em 2022, Didi comentou que guardaria apenas lembranças positivas do amigo.

Segundo a filha, Célia Araújo, a perda abalou o pai de forma significativa, e problemas de saúde começaram a surgir no período seguinte. Na barbearia, lembranças da convivência com o ídolo eram exibidas com orgulho, incluindo um quadro da conquista da Copa de 1970 com dedicatória especial ao profissional.