Filho de subsecretário de Direitos Humanos do RJ é um dos suspeitos de abuso coletivo contra adolescente

O caso está sob investigação e ganhou repercussão em todo o Brasil.

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Casos de violência contra adolescentes continuam a expor fragilidades na proteção de jovens em grandes centros urbanos. No Brasil, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que milhares de ocorrências envolvendo crimes sexuais são registradas anualmente, muitas delas praticadas por pessoas conhecidas das vítimas.

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Especialistas alertam que a confiança estabelecida em ambientes escolares ou círculos de amizade pode ser usada como instrumento para atrair adolescentes a situações de risco, dificultando a percepção imediata de perigo.

No Rio de Janeiro, um episódio ocorrido no fim de janeiro ganhou novos desdobramentos após a identificação de um dos investigados. Infelizmente os suspeitos são consideradoes foragidos da polícia.

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Entre os jovens apontados como envolvidos está Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, filho de José Carlos Costa Simonin, atual subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo estadual.

O nome do pai consta ainda em conselhos ligados a políticas públicas, como o Fundo de Combate à Pobreza e o Fundo Estadual de Investimentos em Segurança Pública. De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil, o caso ocorreu em um apartamento em Copacabana no dia 31 de janeiro.

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A vítima, de 17 anos, relatou ter sido convidada por um colega de escola, com quem já havia mantido relacionamento, para ir ao imóvel sob a justificativa de um encontro. Ao chegar, percebeu que a situação era diferente do que imaginava.

Segundo o delegado Ângelo Lajes, tratou-se de uma ação premeditada, estruturada para atrair a adolescente ao local. No interior do apartamento, outros rapazes teriam participado do episódio.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou denúncia, e o Tribunal de Justiça fluminense determinou a prisão preventiva dos investigados por meio da 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes.

Dois dos suspeitos foram desligados do Colégio Pedro II. O caso segue em andamento, reforçando debates sobre responsabilização, prevenção e a importância de canais seguros para que adolescentes denunciem situações de abuso.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.