Identificados os irmãos de 7 e 11 perderam a vida afogados no interior de Pernambuco

A morte das crianças deixou a comunidade em choque.

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O aumento expressivo das chuvas no Sertão de Pernambuco tem alterado a rotina de moradores e provocado impactos significativos nas áreas urbanas e rurais. Em Araripina, os índices pluviométricos registrados em fevereiro alcançaram 286 milímetros, conforme dados da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

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Somente em um único dia, no último sábado (28), foram contabilizados 101 milímetros. O volume é considerado o mais intenso para o período nos últimos 22 anos e levou a prefeitura a decretar situação de emergência, diante dos transtornos causados pelo excesso de água acumulada.

Foi nesse contexto que dois irmãos, de 7 e 11 anos, morreram após se afogarem em um barreiro na comunidade da Serra do Simões, zona rural do município. As crianças, identificadas como Janderson e Josilan, teriam entrado no reservatório formado pelas recentes chuvas.

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Segundo informações preliminares, eles não sabiam nadar e acabaram submergindo em meio ao grande volume de água. Moradores da região perceberam a situação e retiraram os meninos do barreiro, encaminhando-os imediatamente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araripina.

Apesar da tentativa de socorro, ambos já chegaram à unidade sem sinais vitais. Os corpos foram levados ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Petrolina para os procedimentos legais.

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A Polícia Civil de Pernambuco informou que instaurou inquérito por meio da Delegacia de Araripina para investigar as circunstâncias do ocorrido. As diligências começaram logo após o registro da ocorrência e seguem para esclarecer todos os detalhes.

Embora o fato tenha ocorrido em território pernambucano, o prefeito de Simões, município piauiense que faz divisa com Araripina, divulgou nota de pesar manifestando solidariedade à família.

O episódio reforça o alerta sobre os riscos associados a reservatórios improvisados e áreas alagadas durante períodos de chuvas intensas, especialmente em comunidades rurais.

Autoridades orientam que crianças sejam mantidas sob supervisão e que se evite o acesso a barreiros e açudes cheios, medida considerada fundamental para prevenir novos casos semelhantes.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.