A ciência acaba de revelar por que seu próprio cheiro não te incomoda mas dos outros sim

Pesquisa foi publicada em revista científica

ANÚNCIOS

Alguns fatos do cotidiano sempre nos deixam pensativos. Pequenas situações aparentemente simples podem despertar curiosidade e até gerar questionamentos curiosos sobre o funcionamento do corpo humano.

ANÚNCIOS

Um exemplo clássico acontece em momentos descontraídos entre amigos ou familiares: por que o cheiro de um pum alheio costuma incomodar tanto, enquanto o nosso próprio raramente causa a mesma reação?

Embora pareça apenas uma situação engraçada do dia a dia, a ciência já investigou esse comportamento e encontrou explicações interessantes. Pesquisadores apontam que a forma como reagimos a determinados odores está relacionada ao chamado “efeito da fonte”.

ANÚNCIOS

Em outras palavras, o cérebro interpreta o cheiro de forma diferente dependendo de quem o produziu. Um estudo publicado na revista científica European Journal of Social Psychology indica que as pessoas tendem a considerar menos desagradáveis os odores que acreditam vir delas mesmas.

Isso inclui cheiros corporais, suor, gases e até outros odores naturais do corpo. Em alguns casos, os participantes da pesquisa chegaram a relatar que esses cheiros eram pouco incômodos ou até curiosamente aceitáveis.

ANÚNCIOS

A explicação pode ter raízes evolutivas. De acordo com pesquisadores como Richard Stevenson e Betty Repacholi, sentir repulsa pelos odores de outras pessoas pode ter sido uma forma de proteção ao longo da evolução humana.

Isso porque estranhos podem carregar microrganismos e germes diferentes, capazes de provocar doenças. Assim, reagir negativamente a odores alheios poderia ajudar o organismo a evitar possíveis riscos.

Já os cheiros produzidos pelo próprio corpo tendem a parecer menos ameaçadores. O motivo é que o sistema imunológico já está acostumado ao microbioma que vive no organismo e produz esses odores, tornando-os mais familiares.

Outro fator apontado pelos cientistas é o chamado “efeito da mera exposição”. Esse fenômeno sugere que tendemos a aceitar melhor aquilo que já conhecemos. Estudos publicados na revista científica Perception indicam que odores desconhecidos podem parecer mais intensos e desagradáveis justamente por não serem familiares ao cérebro.

Além da curiosidade científica, há também um dado interessante sobre o funcionamento do corpo humano: uma pessoa saudável costuma liberar entre 10 e 25 puns por dia. Em alguns casos, esse número pode chegar a cerca de 32 e, mais raramente, até 50 sem necessariamente indicar qualquer problema de saúde.

Esses gases são resultado natural da digestão e são formados principalmente por nitrogênio, oxigênio, dióxido de carbono, hidrogênio e metano. Pequenas quantidades de compostos de enxofre, responsáveis pelo odor mais forte, também fazem parte da mistura.

Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira