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Situações inesperadas costumam causar espanto e deixar comunidades inteiras perplexas. Quando algo incomum acontece em locais associados ao silêncio e ao respeito, como cemitérios, o impacto costuma ser ainda maior.
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Foi exatamente essa sensação de surpresa e incredulidade que tomou conta de moradores da zona rural de Areia Branca, no Rio Grande do Norte, após a descoberta de um episódio incomum ocorrido durante a madrugada.
Criminosos abriram o túmulo de um jovem de 21 anos e colocaram fogo no corpo que havia sido enterrado recentemente. O caso aconteceu no cemitério da Comunidade da Casqueira, localizada na região da Costa Branca do estado.
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A ação foi percebida nas primeiras horas da manhã de terça, dia 10 de março, quando moradores e responsáveis pelo local identificaram sinais de violação na sepultura. O corpo era de José Maciel da Silva Dantas, que havia sido sepultado na segunda, dia 9.
O jovem morreu no domingo, dia 8 de março, após um confronto com policiais militares. De acordo com informações oficiais, ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, mas não resistiu aos ferimentos.
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A investigação inicial aponta que os responsáveis pelo ato abriram a cova, retiraram a tampa do caixão e colocaram um pano sobre o corpo antes de iniciar o fogo. Apesar da ação, o cadáver não chegou a ser retirado da sepultura. Peritos constataram apenas sinais leves de chamuscamento no corpo.
A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso, que está sendo tratado como vilipêndio de cadáver. Esse tipo de crime é previsto no Código Penal Brasileiro e ocorre quando há desrespeito ou profanação de um corpo.
Até o momento, a motivação para o ocorrido ainda é um mistério, e nenhum suspeito foi identificado oficialmente. O trabalho das autoridades busca esclarecer quem teria participado da violação e quais teriam sido as razões por trás da ação.