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Discussões sobre representatividade e participação política têm se tornado cada vez mais frequentes no debate público brasileiro. Nos últimos anos, a presença de diferentes grupos sociais em cargos de liderança tem ampliado conversas sobre igualdade, inclusão e direitos.
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Em um cenário marcado pela rapidez das redes sociais e pela forte exposição de figuras públicas, opiniões expressadas em programas de televisão ou plataformas digitais costumam gerar repercussões imediatas e dividir opiniões.
Foi nesse contexto que declarações feitas pelo apresentador Ratinho passaram a repercutir intensamente. Durante seu programa exibido no SBT, ele comentou a escolha da deputada federal Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
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Ao abordar o tema, o comunicador questionou a decisão de colocar uma mulher trans no comando do colegiado, afirmando que, em sua visão, outras mulheres poderiam ocupar a função.
Ao longo da fala, o apresentador afirmou que não teria oposição a pessoas trans, mas argumentou que o cargo deveria ser ocupado por uma mulher que, segundo ele, representasse diretamente experiências femininas desde o nascimento.
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Ele também levantou dúvidas sobre a capacidade de uma mulher trans compreender completamente os desafios enfrentados por quem nasceu biologicamente mulher. As declarações rapidamente ganharam destaque nas redes sociais e provocaram críticas de usuários, ativistas e representantes políticos, que consideraram o conteúdo discriminatório.
A repercussão levou a própria Erika Hilton a buscar medidas legais. Nesta quinta-feira, 12 de março, a deputada protocolou um pedido de investigação no Ministério Público de São Paulo.
O documento foi encaminhado ao grupo especializado responsável por analisar casos relacionados a crimes de racismo e intolerância. No pedido, a parlamentar solicita a abertura de inquérito policial para apurar se houve prática de transfobia durante a transmissão do programa.
A eleição de Hilton para a presidência da comissão ocorreu no dia anterior e já havia sido marcada por disputas políticas. Setores do Centrão e partidos de direita tentaram articular nos bastidores para impedir sua escolha, mas a movimentação não teve sucesso.
Ratinho sobre Erika Hilton na Presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados:
– Ela não é mulher. Ela é trans. Mulher, pra ser mulher, tem que ser mulher! Tem que ter útero, tem que menstruar! #ProgramaDoRatinho | @ErikakHilton pic.twitter.com/z165rOi7M2
— Luiz Ricardo (@excentricko) March 12, 2026
O episódio reacende o debate sobre respeito, diversidade e responsabilidade em declarações públicas.