Pedro Turra pode responder por tentativa de homicídio em outro caso de agressão; entenda

Caso aconteceu meses antes do homicídio de Rodrigo Castanheira.

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A Justiça do Distrito Federal deverá analisar nos próximos dias mais um caso de agressão cometida por Pedro Turra. No entanto, antes uma mudança importante pode acontecer no enquadramento do caso.

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O caso ocorreu em junho de 2025, meses antes da agressão que resultou na morte de Rodrigo Castanheira. A vítima, neste outro caso, é Arthur Valentim e a denúncia inicial era de lesão corporal leve.

Arthur relata que estava sozinha em um parque, quando Turra se aproximou acompanhado de amigos. O suspeito iniciou uma discussão acalorada com Arthur, supostamente por um desentendimento anterior com sua namorada.

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Os dois conversaram por cerca de 10 minutos e, segundo Arthur, tudo parecia esclarecido, Turra teria inclusive o cumprimentado e dito que estava “tudo bem”. Quando a vítima deu as costas para Turra, para ir embora, foi surpreendido por um ataque.

Arthur teria apanhado por cerca de 5 minutos, até que os uma amiga de Turra, a própria testemunha, puxou Pedro e mentiu que a polícia estava chegando. Em depoimento, Arthur afirmou que apenas tentou se defender por medo de que, se revidasse, pudesse ser agredido também pelos amigos de Turra.

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O caso foi inicialmente registrado como lesão corporal leve, mas a defesa da vítima solicitou que o caso seja denunciado por tentativa de homicídio. Em depoimento, uma testemunha afirmou que Turra batia “para matar”.

Além disso, a testemunha também relatou que o suspeito teria se deslocado ao local já com a intenção de agredir a vítima e que tinha problemas de temperamento. “Ele não queria parar de bater, ele queria bater para matar”, disse a testemunha.

A testemunha ainda afirma que antes do começo das agressões teria tentado orientar Turra, sugerindo que ele apenas conversasse com Arthur e que não precisava haver agressão física, ao que Turra respondeu com ameaça.

“Eu falei: ‘Pedro, conversa com ele. Não precisa partir para agressão’ […] Ele falou: ‘Se eu pego esse moleque, eu mato’. Ele sempre falava isso: ‘Se eu pego alguém para bater, eu pego para matar’”, disse.

Escrito por

Roberta R

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