Cão Orelha: Ministério Pública abre investigação contra ex-delegado por conduta no caso

Delegado se manifestou após notícia vir a tona.

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A morte do cão comunitário Orelha continua gerando novas repercussões em Santa Catarina. O caso até agora não teve um desfecho, mas o Ministério Público determinou uma nova investigação.

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De acordo com as informações sobre o inquérito, a investigação deve apurar supostas irregularidades na atuação do ex-delegado durante a investigação do caso. A informação foi confirmada pela promotoria.

“O MPSC instaurou um procedimento preparatório a partir de diversas representações recebidas contra a conduta do delegado geral no caso dos cães da Praia Brava para avaliar a necessidade de instauração de inquérito civil. Após análise jurídica do material recebido, a Promotoria de Justiça evoluiu o Procedimento Preparatório (PP) para um Inquérito Civil”, diz nota do MPSC.

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A investigação deve apurar denúncias contra o então delegado-geral de ato de improbidade administrativa, violação de sigilo funcional e abuso de autoridade. A apuração é sobre a atuação do delegado no caso Orelha.

A principal suspeita que deverá ser analisada é a denuncia de que o delegado teria vazado informações sigilosas sobre o andamento das investigações. Essas informações, em tese, poderiam ter beneficiado terceiros.

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O ex-delegado se manifestou sobre o inquérito e negou as suspeitas. Ulisses informou que vai solicitar o arquivamento do Inquérito Civil, agora que terá a chance de se manifestar sobre o caso.

Relembre o caso

O caso Orelha ganhou repercussão nacional e gerou revolta em todo o país. O animalzinho morava nas ruas de Praia Brava e recebia cuidados da comunidade. Ele morreu após ser encontrado com sinais de maus-tratos.

A Polícia Civil encerrou o inquérito com o pedido de internação de um adolescente, acusado de agredir o cachorro. Outros três adolescentes foram apontados como autores de agressões contra outro cachorro comunitário, o cãozinho Caramelo.

Além dos adolescentes, a polícia também indiciou três adultos por suspeita de coação no curso do processo, sob acusação de terem tentado conturbar as investigações.

Escrito por

Roberta R

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