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A investigação sobre a trágica morte de Rodrigo Castanheira, o adolescente de 16 anos agredido em Águas Claras, ganhou um novo e impactante capítulo nesta sexta-feira, 13 de março de 2026.
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Um laudo médico particular elaborado pelo neurocirurgião Fábio Teixeira Giovanetti Pontes, a pedido da família da vítima, trouxe elementos técnicos que contestam a hipótese de que o óbito teria sido causado por um impacto acidental contra um veículo.
Através de uma análise minuciosa de tomografias, prontuários e do laudo necroscópico, o especialista identificou que as lesões fatais, como a fratura do osso temporal e o rompimento da artéria meníngea média, ocorreram exclusivamente no lado esquerdo da cabeça.
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Essa constatação cria uma contradição física com a teoria da acusação de que a morte teria sido provocada por uma colisão com um carro, que teria atingido o lado direito do crânio.
De acordo com o parecer técnico, o conjunto de danos cerebrais, que inclui um volumoso hematoma epidural, edema cerebral e herniação encefálica, é plenamente compatível com agressões desferidas por um objeto contundente de alta energia.
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O médico reforça a suspeita do uso de um soco inglês, instrumento que já havia sido mencionado em etapas anteriores, que foram citadas pelo inquérito policial.
O especialista destaca ainda a ausência de sinais significativos de “contragolpe”, que seriam lesões secundárias no lado oposto ao impacto, o que, em sua visão científica, enfraquece a tese de que o choque com o automóvel tenha resultado na morte do adolescente.
Para a família e seus advogados, o documento é uma peça decisiva para provar que Rodrigo foi vítima de uma agressão direta e brutal, e não de um evento acidental durante a confusão.
Com essa nova evidência em mãos, o foco da investigação deve se voltar agora para a reavaliação da dinâmica dos golpes sofridos que foram sofridos pelo jovem.
A precisão técnica sobre a localização das fraturas e hemorragias pode forçar uma revisão na tipificação do crime pelos órgãos responsáveis, separando o que seria uma fatalidade decorrente de um empurrão ou de queda.
Enquanto a comunidade de Águas Claras segue acompanhando o caso comovida, a defesa da família espera que o Ministério Público utilize este novo laudo para garantir que os responsáveis respondam pela gravidade real de seus atos.