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As atualizações sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, trazem um misto de alívio e cautela necessária para um quadro de pneumonia grave.
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Segundo as informações detalhadas pelo cardiologista Brasil Caiado, embora o ex-presidente esteja apresentando uma melhora clínica gradual e consistente, a decisão da equipe médica é mantê-lo na Unidade de Terapia Intensiva.
É esperado que ele fique no local, ao menos até o próximo sábado. Essa permanência prolongada na UTI não se deve a uma piora súbita, mas sim a uma postura de extrema prudência adotada pelos profissionais do Hospital DF Star.
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O ambiente de terapia intensiva garante um monitoramento em tempo real e permite uma resposta imediata a qualquer oscilação, o que é fundamental para um paciente de 70 anos que enfrenta uma infecção bacteriana bilateral de origem aspirativa.
Um dos pontos de maior destaque no boletim médico divulgado no início desta tarde é a queda significativa dos marcadores inflamatórios no sangue. Essa evolução positiva começou a se desenhar de forma mais nítida após a introdução de um terceiro antibiótico no último domingo.
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Contudo, o exame de tomografia revela que a recuperação dos pulmões está ocorrendo em ritmos distintos. Enquanto o lado direito mostra uma evolução evidente e rápida, o pulmão esquerdo ainda apresenta um comprometimento classificado como razoável.
A inflamação nesse órgão tende a regredir de maneira mais lenta, e os médicos já monitoram preventivamente o risco de sequelas futuras, como a fibrose pulmonar, embora ainda seja cedo para confirmar se tal condição se manifestará.
No campo jurídico e familiar, a movimentação também é intensa e estratégica. O senador Flávio Bolsonaro revelou ter tido uma reunião objetiva com o ministro Alexandre de Moraes para reforçar o pedido de prisão domiciliar humanitária.
O argumento central da defesa, que atua com uma preocupação legítima sobre o agravamento do quadro de saúde, é que o sistema prisional da Papudinha não oferece o suporte de acompanhamento contínuo e especializado necessário para um paciente.
A expectativa é que o STF reconsidere a decisão anterior, levando em conta que a recuperação pulmonar completa pode levar semanas, exigindo repouso absoluto e fisioterapia respiratória constante, cuidados que dificilmente seriam replicados.
Portanto, os próximos dias serão decisivos para consolidar essa trajetória de melhora e definir se Bolsonaro terá condições de ser transferido para um quarto comum até o fim de semana.
A equipe médica reforça que a transferência depende exclusivamente da manutenção dessa evolução positiva e da ausência de novas intercorrências renais ou respiratórias.
Enquanto o tratamento com antibióticos deve ser concluído em cerca de sete dias, o foco principal passará a ser a regeneração do tecido pulmonar e a estabilização total dos sinais vitais.
A vigilância permanece alta, tanto nos corredores do hospital quanto nos tribunais superiores, refletindo a complexidade de um caso que une fragilidade biológica e tensões políticas em um momento crítico para o ex-mandatário.