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No último fim de semana, o Domingo Espetacular divulgou uma reportagem especial sobre o caso da morte da soldado da PM Gisele Alves. Preso e indiciado por feminicídio, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto concedeu entrevista.
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A morte de Gisele foi incialmente tratada como suicídio, mas a polícia decidiu investigar o caso mais a fundo após questionamentos da família da vítima. As investigações acabaram por revelar uma relação conjugal delicada.
Ao fim do inquérito, os investigadores concluíram que Gisele não tirou a própria vida. Ao invés disso, a polícia acredita que Rosa Neto tenha matado a esposa e tentado forjar o suposto suicídio. Ele acabou indiciado por feminicidío e fraude processual.
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Em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, Rosa Neto falou sobre o caso e negou o crime. Em uma entrevista tensa, o tenente-coronel deu sua versão dos fatos e apresentou explicações para algumas das evidências descobertas pelas investigações.
Dentre as evidências rebatidas por Rosa Neto, estão as descobertas da polícia de que o casamento estava em crise e Gisele queria o divórcio. Conversas revelam que a PM se queixava do comportamento do então marido, o acusando de ser grosso e desrespeitoso. Em uma conversa, Gisele chega a acusa-lo de agredi-la com um tapa no rosto.
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Na entrevista, no entanto, Rosa Neto afirma que a relação era ótima e “perfeita”. Na mesma entrevista, ele confirma que por quase um ano os dois vinham dormindo em quartos separados. Questionado se a relação estava em crise, ele nega.
Sobre a demora em acionar o resgate, Rosa Neto afirma que a vizinha, que testemunhou sobre a hora que ouviu o disparo, estava sonolenta e viu a hora errado. Rosa Neto nega ter sido ciumento na relação, acusa a família de Gisele de mentir e também as testemunhas do andar em que moravam.
Rosa Neto também foi questionado sobre um vídeo em que ele aparece segurando uma arma contra a própria cabeça e chorando. Segundo a família de Gisele, o vídeo teria sido enviado à PM após uma briga, como forma de chantagem para que ela voltasse para casa.
O coronel nega ter gravado o vídeo e afirma que trata-se de uma produção por inteligência artificial. Rosa Neto também afirma não ter se aproximado do corpo da esposa ou da arma. Quanto as marcas de esganadura encontradas pela perícia, Rosa Neto fez uma declaração polêmica.
“Fui eu que fiz a marca? (…) A marca foi feita naquele dia?”, disse. Cabrini insiste e o coronel então sugere que a filha de Gisele pode ter deixado a marca. “Provavelmente foi a filhinha dela que fez, agarrada na mãe que nem uma macaquinha que ela andava com a mãe grudada”, disse.
Rosa Neto então aponta a presença de marcas de unha no pescoço de Gisele, encontradas pela perícia, e chama a atenção para seu próprio hábito de roer as unhas. “Será que a própria Gisele não apertou o pescoço com a mão? Já conhecedora de procedimentos policiais, sabendo ‘ah, eu vou fazer marcas, depois vou me matar pra incrimina-lo'”, declarou.