Estudante encontrada morta fez ‘dossiê’ relatando que foi pressionada pelo namorado a abortar gravidez

Carolina Zar foi encontrada morta em maio do ano passado.

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A morte da estudante de medicina Carolina Andrade Zar, de apenas 22 anos, tem gerado repercussão e revolta nas redes sociais. A jovem foi morta por intoxicação por arsênio em um caso que inicialmente foi tratado como suicídio.

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Carolina morreu em maio de 2025, depois de ter sido encontrada desacordada. O caso foi inicialmente tratado como suicídio, mas logo a polícia passou a investigar as reais circunstâncias da morte.

Zar estava grávida e, segundo a família, vinha sendo pressionada para cometer aborto e tirar a própria vida. Durante as investigações, a polícia descobriu que a própria estudante havia montado uma espécie de “dossiê”.

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Logo que descobriu a gravidez da estudante, o namorado passou a tratar a paternidade como “a pior coisa” que poderia acontecer em sua vida, chegando acusar Zar de tentar aplicar um “golpe”.

Em mensagens, ele chega a pedir que a estudante provoque um aborto, afirmando que sua vida estaria perdida, citando pressão dos pais e o risco de ter que abandonar a faculdade para trabalhar “com algo que não gosta” e “ser infeliz”.

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Em vários pontos da conversa, o namorado afirma que faria uma “besteira” e que, se a estudante seguisse com a gravidez, iria se matar. “Minha mãe faz misto pra mim e arruma minha cama até hoje. Eu não posso ter um filho”, disse.

Nas conversas, o homem mantinha um padrão onde era agressivo e incisivo, depois mudava de tom e pedia desculpas, dizendo que os dois poderiam “superar” aquilo juntos, sempre reforçando que o aborto seria “melhor para os dois”.

No documento organizado, a estudante afirma que tentou enganar o namorado de que teria ingerido o remédio para “sumir” com o bebê. Mas o homem reservou um hotel e fez com que ela ingerisse a pílula na presença dele.

A estudante passou mal, já com 12 semanas. Zar relatou no documento que foi presa pelo namorado, que tinha medo que ela pudesse mudar de ideia e a impediu de deixar o local.

Após o aborto, a jovem desenvolveu um quadro de automutilação, com dificuldade em lidar com a perda do filho. No dossiê, ela afirma que sonhava em ser mãe. No dia 15 de maio, Carolina foi encontrada morta.

O pai de Carolina, Fauez Zar, é o responsável pela polícia manter as investigações sobre o caso. Para ele não restam dúvidas de que a filha foi forçada a abortar e depois induzida a tirar a própria vida.

Escrito por

Roberta R

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