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Na última quinta-feira (19/03), Geraldo Leite Rosa Neto foi ouvido em novo interrogatório e falou sobre a morte da esposa, a PM Gisele Alves. Tenente-coronel, Geraldo foi questionado sobre a ausência no velório de Gisele.
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O tenente alega desde o começo que Gisele teria tirado a própria vida. Ele foi questionado sobre o porque não compareceu ao velório de Gisele, uma oportunidade para o último adeus.
Segundo documentos aos quais a CNN Brasil teve acesso, Rosa Neto alegou que não viu mais o corpo de Gisele desde a manhã do dia 18 de fevereiro, quando ela foi encontrada morta.
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Sobre a decisão de não ter comparecido ao velório e funeral da então esposa, Rosa Neto afirmou que teve medo. Já sobre o fato de não ter ido ao cemitério visitar o túmulo, ele voltou a afirmar que teme pela própria vida e que tem sido ameaçado. “Eu estou desarmado, eu temo pela minha vida”, disse.
Rosa Neto afirmou ainda que foi orientado por psicólogas a evitar encontros com a família de Gisele, que acredita que a PM foi vítima de feminicídio e foi responsável por pressionar a polícia para investigar o caso – que inicialmente foi tratado como suicídio.
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Na última semana, Rosa Neto se tornou réu por feminicídio e fraude processual. Ele já estava indiciado e o Ministério Público ofereceu denúncia, o que foi acatado pela Justiça.
Investigações apontam convívio conturbado e relação abusiva
Preso preventivamente e réu por feminicídio, Rosa Neto nega ter matado a esposa e insiste na tese de suicídio. Em entrevista, ele chegou a negar que tivesse brigas ou um relacionamento conturbado com Gisele.
No entanto, a polícia ouviu testemunhas e analisou conversas de texto e concluiu que o relacionamento era sim conturbado e abusivo. Rosa Neto teria um perfil controlador e abusivo em relação a Gisele, segundo a polícia.