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A morte da psicóloga e apresentadora australiana Mel Schilling, ocorrida na última terça-feira, 24 de março de 2026, traz à tona um alerta urgente sobre a vigilância necessária contra o câncer de intestino.
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Mel, que conquistou o público internacional como especialista no reality Casados à Primeira Vista, faleceu aos 54 anos após enfrentar a doença desde o seu diagnóstico em 2023.
Sua partida ocorre um ano após o falecimento da cantora Preta Gil, em 2025, vítima da mesma patologia, o que reforça a importância de se discutir sintomas que são frequentemente ignorados ou confundidos com condições cotidianas, especialmente entre mulheres.
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Especialistas explicam que o câncer colorretal apresenta sinais que podem ser facilmente subestimados, e por isso, podem acabar sendo ignorados pela pessoa que está tendo os sintomas.
A presença de sangue nas fezes, alterações persistentes no ritmo ou no formato das evacuações, dores abdominais contínuas e a perda de peso sem explicação são indicadores que merecem investigação médica imediata.
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Para as mulheres, o diagnóstico pode ser ainda mais desafiador, pois sintomas como cólicas e sangramentos podem ser confundidos com o ciclo menstrual, irregularidades da perimenopausa ou até complicações comuns na gravidez, como hemorroidas.
A orientação médica é rigorosa: nunca se deve presumir a causa de um sangramento e a busca por um especialista é fundamental para descartar precocemente qualquer malignidade.
O perfil da oncologia está mudando no Brasil e no mundo, com um aumento preocupante observado nos diagnósticos em pacientes que estão com a idade abaixo dos 50 anos.
Um dos grandes problemas destacados por oncologistas é que, por não estarem na faixa etária padrão dos programas de rastreamento, esses jovens costumam chegar aos consultórios com a doença em estágios já avançados.
O estilo de vida moderno desempenha um papel crucial nesse cenário, uma vez que o sedentarismo, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e uma dieta rica em ultraprocessados e pobre em fibras são fatores de risco determinantes.
Atualmente, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta um aumento na mortalidade prematura por câncer de intestino até 2030, o que torna a prevenção uma prioridade de saúde pública.
No Brasil, a recomendação é que a colonoscopia, exame capaz de identificar e remover pólipos antes que se tornem cancerígenos, seja realizada a partir dos 45 anos para pessoas de risco comum.
No entanto, o surgimento de qualquer sintoma atípico deve antecipar essa investigação, independentemente da idade, para garantir que o tratamento seja iniciado com as maiores chances de sucesso possíveis.
“Muitos pacientes subestimam os sinais, o que atrasa o início do tratamento. Sintomas persistentes não são normais e merecem investigação imediata através de exames como a colonoscopia.”, disse Angélica Kneipp, coloproctologista.