Esposa de empresário morto contesta versão dada pela PM e relata crime em SP

A esposa do empresário está contestando a versão que inicialmente foi dada pela PM sobre o que teria acontecido no dia da partida de seu marido.

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A tarde de sábado, 28 de março de 2026, foi marcada por uma tragédia na Rua Sapetuba, no Butantã, que agora opõe o relato de uma testemunha ocular à versão oficial da Polícia Militar.

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O empresário do ramo de seguros Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, foi morto a tiros durante uma intervenção policial enquanto ele e sua esposa sofriam uma tentativa de assalto.

O caso ganhou contornos dramáticos após a viúva afirmar categoricamente que não houve troca de tiros, como sustenta o agente de folga que interveio no roubo, e que o marido foi fatalmente confundido com um dos criminosos.

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Segundo o depoimento da esposa, o casal retornava de um almoço em São Roque quando foi abordado por dois assaltantes que estavam armados com um revólver calibre .38.

Ela relata que, enquanto tentava se proteger, ouviu disparos vindos de trás e, ao se virar, percebeu que Celso havia sido atingido na nuca e nas costas por um policial que passava pelo local.

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Em um desabafo carregado de dor, ela descreveu o momento em que gritou para o agente que ele havia atirado na pessoa errada, reforçando que o empresário estava de costas para o atirador no momento do impacto.

Essa versão contradiz diretamente a nota da Polícia Militar, que alega ter ocorrido um confronto armado entre o policial e os suspeitos, resultando também na morte de um dos assaltantes.

O episódio está sendo rigorosamente apurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e foi registrado sob as tipificações de resistência, morte decorrente de intervenção policial, homicídio culposo e tentativa de roubo.

As armas envolvidas, tanto a do policial quanto a do criminoso, foram apreendidas para perícia técnica pelo Instituto de Criminalística. O policial responsável pelos disparos foi liberado após o pagamento de fiança.

Enquanto isso, as corregedorias das polícias Civil e Militar, além do Ministério Público, acompanham o inquérito para garantir que todas as evidências, como a trajetória dos projéteis e possíveis imagens de segurança, sejam analisadas com transparência.

Celso Bortolato morava no Bom Retiro e era um entusiasta de passeios de moto aos finais de semana, atividade que realizava com frequência ao lado da esposa. O velório do empresário teve início na noite de domingo e o sepultamento está agendado para as 10h.

A situação aconteceu nesta segunda-feira, 30 de março, no Cemitério Jardim Horto Florestal. A perda precoce de Celso, motivada por uma intervenção que a família classifica como precipitada e errônea, gera uma enorme tristeza.

Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.