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A Polícia Civil de Minas Gerais executou a 3º fase da Operação Amparo, que teve início nesta terça-feira (31/03). Neste estágio, a polícia cumpriu mais de 100 mandados de prisão e mais de 100 mandados de busca e apreensão.
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Segundo informações da corporação, a Operação tem como alvo o combate à violência contra mulheres e meninas. Os mandados são resultado direto do trabalho das Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher (Deam).
Ainda segundo as informações, a polícia também realizou mais de 200 visitas “tranquilizadoras” nas casas das denunciantes. Todas as medidas são tomadas para garantir a segurança das vítimas e o cumprimento das protetivas, além de identificar eventuais descumprimentos por parte dos agressores.
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Durante as ações, a polícia civil também procura identificar se os investigados possuem arma de fogo e prosseguem com a responsabilização daqueles que são encontrados com arma de fogo.
O estado promoveu ações de combate contra a violência contra a mulher ao longo do mês de fevereiro, incluindo esta operação. Minas conta com o Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam), que conduziu as ações na capital e região metropolitana.
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Nesta semana, dados alarmantes foram revelados por uma reportagem da TV Band. Segundo pesquisa da socióloga Regina Gondim, mais de 300 mil processos por violência contra mulher foram arquivados por terem prescrevido.
Minas Gerais é o estado com maior número de casos prescritos, com mais de 77 mil processos sendo arquivados sem serem julgados por lentidão da Justiça. Na prática, mais de 77 mil denunciados não foram punidos. Os dados são referentes aos últimos cinco anos.
Ao longo das últimas semanas, especialmente após o começo de 2026, os casos de violência contra mulher parecem ter explodido em número de denúncias – o que espalha medo e revolta na população.