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A Diocese de Santa Cruz do Sul amanheceu e se encontra de luto nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026, após a trágica perda de uma de suas figuras mais longevas e dedicadas.
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O Padre Valdir José Biasibetti, de 75 anos, faleceu durante o período do início da tarde de ontem em um grave acidente de trânsito na rodovia RS-287, na região Santa Cruz do Sul.
O sacerdote dirigia um automóvel que colidiu frontalmente com um caminhão na altura do km 95, em um trecho que atualmente passa por obras de duplicação, o que pode ter influenciado na ocorrência.
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Com a força do impacto, o veículo do religioso foi lançado para fora da pista e ele acabou ficando preso às ferragens, não resistindo aos ferimentos antes mesmo que pudesse ser socorrido pelas equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros.
Natural de Arroio do Meio, Padre Valdir possuía uma trajetória marcada por mais de cinco décadas de sacerdócio, tendo sido ordenado em dezembro de 1972.
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Ao longo de seu ministério, ele se tornou uma referência pastoral na Região dos Vales, atuando em diversas paróquias e sendo reconhecido pela proximidade com os fiéis e pela retidão em sua missão evangelizadora.
A Diocese de Santa Cruz do Sul manifestou, em nota oficial, sua profunda solidariedade aos familiares e amigos, destacando a esperança na ressurreição e confiando a alma do clérigo à misericórdia de Deus.
O motorista do caminhão envolvido na colisão não chegou a sofrer com graves ferimentos, e as causas exatas do acidente ainda estão sendo apuradas pela perícia técnica.
As homenagens de despedida ao Padre Valdir começam hoje, a partir das 8h, na Igreja São Felipe e São Tiago, localizada em Arroio Grande Central, no município de Arroio do Meio.
A comunidade local, onde ele era muito querido, prepara-se para uma tarde de orações, que culminará na Missa de Exéquias agendada para as 15h30. Logo após a celebração, o corpo será sepultado no cemitério da mesma localidade.
O trânsito na RS-287, que chegou a ser totalmente interrompido para o trabalho do Comando Rodoviário, já flui normalmente, mas o local permanece como um lembrete doloroso da fragilidade da vida em meio ao progresso das obras rodoviárias.