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O senador Flávio Bolsonaro (PL) reagiu após a abertura de um inquérito contra ele pela Polícia Federal. Nesta quarta (15/04), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a investigação após manifestação da PGR.
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A investigação gira em torno de uma publicação feita por Flávio em seu perfil no Twitter (X), em janeiro deste ano. Na ocasião, o senador repercutiu a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e a notícia de que Lula havia pedido uma reunião.
Na publicação, Flávio afirmava que Lula seria “delatado” e também fez afirmações que associavam o presidente a ações criminosas. Foi isso que avaliou a Polícia Federal, que representou ao STF um pedido de inquérito.
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“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu o senador.
Após a autorização para abertura do inquérito, Flávio reagiu afirmando que a “medida é juridicamente frágil” e que recebeu a decisão de Moraes com “profunda estranheza”. O senador também negou ter implicado qualquer crime ao presidente.
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Flávio alegou que as afirmações dizem respeito apenas aos processos aos quais o ex-presidente venezuelano enfrenta nos EUA. O senador negou que as menções a crimes estivessem sendo associadas ao presidente brasileiro.
“Na postagem em questão, o senador limitou-se a noticiar fatos e relatar os crimes pelos quais Nicolás Maduro foi preso e é processado internacionalmente, sem realizar imputação criminosa direta contra Luiz Inácio Lula da Silva”, disse o parlamentar.
Ainda em nota, Flávia alega que a abertura do inquérito seria uma tentativa de limitar seu direito a liberdade de expressão. O senador também criticou o fato do inquérito ter sido distribuído ao ministro Alexandre de Moraes.