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Crimes violentos que acontecem dentro de casa costumam causar ainda mais impacto, justamente por envolverem um ambiente que deveria representar segurança e tranquilidade. Quando conflitos domésticos se transformam em episódios graves, o sentimento de surpresa se mistura à inquietação.
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Um caso ocorrido em Pariquera-Açu, no interior de São Paulo, chamou atenção por seus desdobramentos incomuns. A professora Elisângela Barbosa de Almeida foi encontrada enterrada no quintal da própria residência após ficar desaparecida por cinco dias.
O principal suspeito, o marido Jacemir Bueno de Almeida, foi preso e confessou o crime. Um detalhe que chamou a atenção da investigação foi o depoimento de um vizinho. Ele contou à Polícia Civil que ouviu barulhos de escavação durante a madrugada de terça, dia 21 de abril), por volta das 3h.
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Apesar de estranhar o horário, o homem afirmou que não imaginou que algo grave pudesse estar acontecendo, já que não ouviu discussões ou qualquer sinal de conflito na casa do casal. Segundo as autoridades, após uma discussão, Jacemir teria agredido e matado a esposa.
Em seguida, enterrou o corpo no quintal e passou a agir como se nada tivesse acontecido. De acordo com relatos, ele manteve a rotina normalmente nos dias seguintes, inclusive praticando atividades como ciclismo.
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Outro ponto que intrigou familiares foi o comportamento nas redes sociais. O suspeito utilizou o celular da vítima para enviar mensagens a amigos e parentes, tentando simular que Elisângela havia decidido sair de casa para viver com outra pessoa. Em uma das conversas, dizia estar em outra cidade, iniciando uma nova vida.
No entanto, o tom das mensagens levantou desconfiança entre pessoas próximas, que perceberam diferenças na forma de escrita. A situação levou a irmã da professora a registrar o desaparecimento.
Durante as investigações, um detalhe citado pelo próprio suspeito, um suposto problema com um cano na casa, chamou a atenção dos policiais. Ao verificarem o local, com apoio do Corpo de Bombeiros, o corpo foi encontrado enterrado no quintal.
O caso segue sendo investigado, enquanto familiares e moradores da região ainda tentam compreender como um episódio tão impactante aconteceu de forma tão silenciosa.