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A morte do menino Kratos Douglas, de 11 anos, encontrada dentro da casa onde vivia com a família na zona leste de São Paulo, provocou indignação entre moradores da região e levou a Polícia Civil a ampliar as investigações sobre a rotina da criança.
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O caso trouxe à tona relatos de maus-tratos, isolamento e negligência familiar que, segundo os investigadores, já vinham acontecendo há algum tempo dentro da residência localizada no bairro Cidade Kemel.
Na noite desta quarta-feira, a avó paterna do garoto, Aparecida Gonçalves, de 81 anos, e a madrasta, Camilla Barbosa Dantas Felix, de 42, foram presas por omissão. As duas haviam deixado a casa após manifestações de moradores revoltados com o caso e foram encontradas em Santo André, na Grande São Paulo, na residência de parentes.
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Elas foram levadas ao 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, onde permaneceram à disposição da Justiça. O pai do menino, Chris Douglas, já havia sido preso anteriormente e admitiu à polícia que mantinha o filho acorrentado para impedir que ele saísse de casa.
Em depoimento, ele negou outros tipos de agressão, mas a investigação aponta que o garoto vivia em situação extremamente precária. Segundo a polícia, Kratos apresentava sinais de desnutrição e sequer estava matriculado em uma escola.
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As autoridades também apuram o conhecimento que outros familiares tinham sobre a situação da criança. De acordo com os investigadores, tanto a madrasta quanto a avó sabiam que o menino era mantido preso dentro da residência.
Outras duas crianças foram encontradas no imóvel, incluindo uma com diagnóstico de autismo. Durante a perícia, policiais apreenderam computadores, celulares, notebook, tablet e cartões de memória que agora serão analisados.
A residência possuía um sistema interno de monitoramento, e as imagens gravadas podem ajudar a esclarecer a rotina da casa e a participação de cada investigado. O histórico policial do pai também passou a ser analisado.
Registros apontam ocorrências anteriores envolvendo episódios de agressão, incluindo denúncia feita pela ex-esposa e mãe de Kratos, que chegou a obter medida protetiva anos atrás.
O caso segue sob investigação e reforça discussões sobre a importância da denúncia e da proteção de crianças em ambientes familiares considerados de risco.