Comerciante morre de leptospirose após perder mulher e filho em deslizamento

O homem não conseguiu resistir após ter perdido sua mulher e o seu filho em um deslizamento. Mais detalhes foram expostos e chamam atenção.

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A dor que se iniciou com o temporal do dia 1º de maio em Pernambuco ganhou um desfecho ainda mais devastador nesta última quinta-feira, no dia 14 de maio de 2026.

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Fábio Pimentel Barros, de 25 anos, o comerciante que havia sobrevivido ao deslizamento de barreira no bairro do Passarinho, em Olinda, faleceu após ser internado em Recife.

Fábio havia perdido a esposa, Bruna Karina, de 20 anos, e o filho de apenas 6 meses de idade, Pietro, no acidente que acabou destruindo sua casa no início do mês.

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Segundo informações de familiares, a suspeita é de que o trabalhador tenha contraído leptospirose, uma doença frequentemente associada ao contato com águas contaminadas em enchentes.

Ele deu entrada na UPA de Nova Descoberta apresentando febre, dores no corpo e icterícia (olhos amarelados), mas seu quadro clínico apresentou uma piora rápida e fatal.

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES) agora investiga a causa oficial da morte para confirmar o diagnóstico. Mais detalhes deverão ser expostos em breve, conforme o andamento do caso.

Com a partida de Fábio, o número de vítimas fatais decorrentes das fortes chuvas deste mês em Pernambuco subiu para seis. O cenário de destruição foi marcado por perdas familiares sucessivas.

Além da esposa e do bebê de Fábio, outra mãe e seus dois filhos morreram soterrados no bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife. Uma sexta morte, por afogamento, foi registrada em São Lourenço da Mata após uma inundação.

O corpo do vendedor de bananas foi levado ao IML e o sepultamento está marcado para as 11h desta sexta-feira, 15 de maio, no Cemitério Público de Águas Compridas, em Olinda.

A tragédia de Fábio Pimentel simboliza a crueldade dupla dos desastres climáticos na região: o trauma imediato do soterramento e o perigo invisível das doenças infecciosas que proliferam no rastro da lama.

Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.