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Desentendimentos familiares motivados por questões aparentemente pequenas podem terminar de forma devastadora. Discussões dentro de casa, muitas vezes alimentadas por conflitos antigos, acabam revelando relações marcadas por tensão, mágoas e convivência difícil.
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Na Grande Vitória, um caso envolvendo dois irmãos chamou atenção justamente pela motivação considerada banal pela polícia e pelas circunstâncias que cercaram o desaparecimento de uma mulher encontrada enterrada no quintal da própria residência.
A Polícia Civil do Espírito Santo investiga a morte de Miriam de Oliveira Soares, de 39 anos, encontrada enterrada no quintal da casa onde morava com a mãe e o irmão, Abraão de Oliveira Soares, de 43 anos, no município da Serra, na Grande Vitória. O suspeito foi preso e deve responder por feminicídio.
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Segundo a delegada Gabriela Enne, a principal linha de investigação aponta que o crime aconteceu após uma discussão envolvendo água de esgoto jogada nas plantas que Miriam cuidava com dedicação. A briga teria ocorrido depois que Abraão realizava serviços relacionados ao esgoto da residência e acabou respingando sujeira no local cultivado pela irmã.
De acordo com as investigações, os dois estavam sozinhos em casa no dia do desaparecimento da vítima, ocorrido na última terça, dia 12 de maio. Quando a mãe retornou, estranhou o fato de Miriam não estar no imóvel, já que ela não costumava sair sem avisar.
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Cinco dias depois, no sábado, dia 16 de maio, a própria mãe encontrou o corpo da filha ao perceber um forte odor vindo do quintal enquanto lavava roupas. Ao notar a terra revirada próxima às plantas da vítima, começou a cavar e encontrou o corpo enterrado.
A perícia identificou diversos ferimentos na região da cabeça e do pescoço, indicando que Miriam foi assassinada antes de ser escondida no terreno. Uma enxada encontrada no quintal também passou a fazer parte da investigação.
Segundo a polícia, Abraão apresentou versões desconexas sobre o caso e depois optou por permanecer em silêncio. Marcas nas mãos do suspeito levantaram a suspeita de esforço físico recente, compatível com o enterro do corpo.
As investigações também apontam um histórico de conflitos familiares. Miriam não aceitava que o irmão permanecesse sem trabalhar enquanto era sustentado pela mãe, situação que gerava constantes discussões dentro de casa.
O suspeito foi encaminhado ao Centro de Triagem de Viana e permanece à disposição da Justiça. Já o corpo de Miriam foi levado ao Instituto Médico Legal de Vitória, onde exames complementares devem ajudar a concluir o inquérito.