Ator e piloto de SP, que ficou anos no comando do ‘Globocop’, tem partida confirmada após assalto

O piloto não conseguiu resistir e mais detalhes sobre sua vida pessoal foram expostos.

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A aviação brasileira e o jornalismo televisivo perderam um de seus nomes mais emblemáticos. O piloto de helicóptero Odailton de Oliveira Silva, amplamente conhecido como comandante Dato de Oliveira, de 77 anos, foi assassinado.

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O crime aconteceu durante o período da tarde do dia 19 de maio de 2026, após ser baleado na cabeça durante um assalto na região oeste da cidade de São Paulo, no bairro Butantã.

Conhecido por sua longa trajetória no comando do programa Globocop da TV Globo na capital paulista, Dato acumulava quase cinco décadas de experiência nos céus e uma vida repleta de histórias extraordinárias, que também ecoaram no cinema e na literatura.

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Dato dirigia seu veículo quando foi abordado por um criminoso em uma motocicleta, que anunciou o roubo. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o assaltante efetuou o disparo contra a cabeça do piloto.

Após ser atingido, ele perdeu o controle do automóvel e colidiu contra um ônibus. Ele chegou a ser socorrido de emergência e levado para uma unidade de saúde, mas infelizmente não resistiu à gravidade do ferimento.

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O suspeito fugiu sem levar nada, e a Polícia Civil investiga o caso como latrocínio (roubo seguido de morte) enquanto tenta identificar o autor por meio das imagens.

Com 49 anos de atuação na aviação comercial, executiva e jornalística, o comandante Dato de Oliveira era uma lenda viva entre os profissionais do setor. Sua carreira foi moldada por passagens marcantes e episódios de extrema bravura:

Em 2010, ele foi um dos primeiros pilotos a pousar no Jockey Club de São Paulo após a queda de um helicóptero da TV Record, atuando diretamente no socorro e resgate das vítimas.

Também em 2010, usando de sua perícia cirúrgica, Dato realizou a impressionante manobra de passar com um helicóptero por dentro de um dos túneis da Rodovia dos Imigrantes, em São Bernardo do Campo.

Em 2002, viveu uma situação limite ao ser rendido por criminosos armados e forçado a pilotar uma aeronave em uma tentativa de resgate de presos em uma penitenciária de Guarulhos.

Além disso, Dato atuou no aclamado filme VIPs (2011), contracenando com Wagner Moura no papel de “Chicão”, e participou da primeira temporada da série Pico da Neblina, da HBO, interpretando o personagem Valdomiro.

Suas memórias foram eternizadas na autobiografia “Voar é a Segunda Melhor Coisa do Mundo”, lançada em 2011 e tema de uma entrevista memorável no Programa do Jô.

Sabendo dos riscos da profissão e celebrando a beleza da vida, o comandante deixou registrado em seu livro exatamente como gostaria que fossem suas cerimônias de despedida caso partisse.

Fiel ao desprendimento e ao amor pelo mar e pelo ar, Dato pediu expressamente que seus órgãos fossem doados e que não houvesse a realização de um velório tradicional com caixão exposto.

A despedida oficial do piloto começará nesta quinta-feira, 21 de maio, a partir das 9h, no Memorial Necrópole Ecumênica, na cidade de Santos, no litoral paulista. Seguindo à risca suas diretrizes em vida, o corpo do comandante será cremado às 14h.

Posteriormente, suas cinzas serão entregues a um piloto amigo para que sejam lançadas ao mar, em um voo lento e a baixa altura, sobre as águas da Praia do Itararé, em São Vicente , local onde Dato de Oliveira foi criado e passou grande parte da juventude surfando.

“Quando esse dia chegar, que meus órgãos sejam doados. E nada de velório, pois não quero que se recordem de mim num caixão. Quero ser cremado”, disse, e logo em seguida, trouxe mais detalhes.

Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.