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O misterioso desaparecimento do desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho, integrante do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), chegou a um desfecho trágico na tarde desta terça-feira, 19 de maio de 2026.
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O corpo do magistrado foi localizado nos arredores da Vista Chinesa, um mirante centenário e tradicional ponto turístico situado dentro do Parque Nacional da Tijuca, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
De acordo com informações preliminares fornecidas pela Polícia Civil, o corpo não ostentava marcas aparentes de violência física ou sinais de criminalidade visível na cena do encontro.
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Alcides estava oficialmente desaparecido há pouco mais de um mês, mobilizando os investigadores da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) a prosseguirem com s investigações.
Ele havia sido visto pela última vez no dia 14 de abril, e seu sumiço vinha sendo tratado com prioridade devido ao cargo de alta relevância ocupado pela vítima.
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Com a localização do cadáver, o caso mudou de mãos no organograma da corporação fluminense, fazendo com que a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumisse o comando das investigações.
A especializada já realizou uma minuciosa perícia técnica na área de mata e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames necroscópicos detalhados apontarão a causa exata da morte.
O magistrado vinha enfrentando um período turbulento em sua vida pessoal e profissional nos meses que antecederam o seu sumiço, estando afastado dos gabinetes do tribunal desde maio de 2025.
O afastamento compulsório de suas atividades no TRF-2 ocorreu após o desembargador tornar-se o principal suspeito de praticar violência doméstica contra a própria esposa, em um apartamento no bairro de Ipanema.
Na ocasião do incidente, vizinhos acionaram as forças de segurança ao ouvirem gritos de socorro vindos do imóvel e, ao chegarem ao local, os militares da PMERJ constataram que a mulher possuía marcas visíveis de agressão física.
Alcides reagiu à abordagem policial com extrema agressividade e precisou ser algemado para ser conduzido à delegacia. Em nota oficial emitida pela presidência do TRF-2, o Tribunal Regional Federal da 2.ª Região lamentou o ocorrido.
Os bastidores da corte acompanham com atenção os desdobramentos policiais, enquanto o foco dos investigadores da Delegacia de Homicídios se concentra em refazer os últimos passos do desembargador ao longo dos 35 dias em que permaneceu desaparecido, buscando determinar as circunstâncias exatas que cercaram a sua morte na floresta carioca.