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O diagnóstico preciso e o atendimento rápido podem fazer toda a diferença em casos de meningite bacteriana, uma doença grave que exige intervenção imediata.
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A morte da adolescente Raylane Paulo da Silva, de 17 anos, no Espírito Santo, voltou a acender o alerta sobre os riscos da infecção e a necessidade de reconhecer os sintomas logo nos primeiros sinais.
O caso gerou comoção na cidade de Montanha, onde a jovem morava com a família. De acordo com os relatos de familiares, os primeiros sintomas apareceram no último dia 13, quando Raylane começou a sentir fortes dores de cabeça, febre, enjoo, vômitos e também uma rigidez no pescoço.
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A família a levou para uma unidade de saúde do município onde foi medicada, entretanto a situação continuou a piorar nos dias seguintes. Com o agravamento das dores que estava sentindo, ela voltou a buscar atendimento médico.
Na última sexta, dia 16 de maio, foi encaminhada para o Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus. De acordo com a família, exames realizados apontaram comprometimento cerebral. A confirmação da morte ocorreu nesta terça, dia 19 de maio, por meningite.
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Dados da Secretaria Estadual da Saúde mostram que o Espírito Santo já registrou 80 casos confirmados de meningite neste ano, além de 16 mortes pela doença. Especialistas alertam que a meningite bacteriana possui alta taxa de mortalidade e pode deixar sequelas importantes quando o tratamento não é iniciado rapidamente.
A pediatra Karoliny Veronese explica que os principais sinais incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca e confusão mental. Em situações mais graves, podem surgir manchas vermelhas na pele, sonolência excessiva e alterações neurológicas.
O tratamento é exclusivamente hospitalar e feito com antibióticos intravenosos. A vacinação segue sendo uma das principais formas de prevenção oferecidas pelo SUS para alguns tipos da doença.