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O desdobramento das investigações sobre a trágica morte da estudante de direito Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues, de 21 anos, trouxe à tona novos depoimentos emocionados de seus familiares e contestações diretas à versão apresentada pelo condutor do veículo.
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O motorista, Ivan Rodrigues Cardoso, de 33 anos, que foi preso temporariamente na última quarta-feira, 20 de maio de 2026, sob a suspeita de provocar o capotamento na BR-060 após dirigir sob o efeito de álcool, havia declarado à Polícia Civil que mantinha um namoro com a jovem.
No entanto, a mãe da vítima, Keila Aparecida Farinha, desmentiu categoricamente a existência de qualquer vínculo amoroso entre eles. Ela se pronunciou ao público e negou essa informação.
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De acordo com o relato da mãe ao portal g1, Kimmberlly e Ivan eram estritamente colegas de trabalho em uma loja de produtos esportivos, onde ela atuava como auxiliar de vendas desde novembro do ano passado.
Keila enfatizou que a filha era uma pessoa transparente e que sempre apresentou formalmente todos os seus parceiros à família, destacando que os últimos relacionamentos afetivos da jovem haviam sido com mulheres.
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Segundo os parentes, a estudante sempre deixava claro que mantinha apenas uma relação de amizade e coleguismo profissional com o investigado, o que contrapõe a alegação de crise de ciúmes feita por Ivan para justificar a viagem forçada em direção a Brasília.
A dor da perda é agravada pelas lembranças da personalidade de Kimmberlly, descrita pela mãe como uma jovem que irradiava luz, energia positiva e que nutria um amor especial por passeios em cachoeiras.
Ela havia retornado recentemente aos bancos da faculdade de direito, após um período de trancamento de matrícula, e alimentava o sonho de se formar e se mudar para uma cidade maior.
Horas antes do acidente fatal, ocorrido no dia 4 de maio, Kimmberlly conversou com a mãe por volta das 20h, confirmando que voltaria para dormir em casa após participar de um churrasco e de uma ida ao bar com amigos.
O plano foi tragicamente interrompido quando ela permaneceu no veículo conduzido por Ivan e passou a gravar os momentos de pânico no banco de trás, implorando para que ele parasse o carro e a levasse para casa, recebendo como resposta uma ordem do motorista para que interrompesse a filmagem.
Diante do cenário de apelos ignorados e da condução perigosa associada ao consumo de álcool, a delegada Silzane Bicalho mantém a linha de investigação direcionada ao crime de feminicídio por dolo eventual, sustentando que o condutor assumiu deliberadamente o risco de causar a morte da passageira ao ignorar seus clamores de medo.
O veículo capotou na rodovia e, embora Ivan tenha sido socorrido com ferimentos e encaminhado a um hospital em Anápolis, Kimmberlly não resistiu e faleceu no interior da ambulância de resgate.
A defesa do motorista, representada pela advogada Luiza Barreto Braga, insiste em classificar o episódio estritamente como um acidente automobilístico em fase de apuração, alegando ausência de intencionalidade e anunciando que recorrerá a instâncias judiciais para impetrar um pedido de habeas corpus em favor do réu preso.