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A história da mulher adulta, presa em Santa Catarina por se fingir de criança para ser adotada, continua repercutindo no país. A mulher se identificava como “Gabriele” e dizia ter 12 anos.
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O caso veio à tona na última terça-feira (02/06), quando a suspeita acabou presa por crimes de falsidade ideológica e estelionato. Uma “tia” da família adotiva foi quem começou a suspeitar da farsa.
Segundo as investiações, a mulher se apresentava como Gabriele e chegou a morar com a família adotiva por um ano. Tudo começou em uma igreja, em Joinville, onde a suspeita começou a frequentar e relatar uma história de abuso e maus-tratos com o pai biológico.
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O pastor da igreja em questão decidiu acolher a “adolescente” e, na sequência, apresentou a suspeita para um casal da igreja. Através de envolvimento na congregação, a suspeita conquistou a confiança daquele círculo social.
Na Igreja, a mulher narrava ter 12 anos e ter sofrido abusos na família biológica. Ela dizia também que sofria de autismo e que era forçada a fazer uso de hormônios na infância, o que teria causado mudança em sua aparência física – já que ela aparentava ser adulta.
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Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, o convívio com a família era marcado por um comportamento infantilizado. A suspeita usava mamadeira, chupeta e “cheirinho” pra dormir; dizia ter dificuldade para dormir sozinha e pedia que a mãe adotiva a colocasse na cama. A família chegou a fazer festa de aniversário para a mulher.
Para que os pais adotivos não a colocassem na escola ou tentassem a adoção legal, a suspeita pedia que não fizessem porque tinha medo que seu pai biológico a encontrasse. Uma tia foi quem começou a suspeitar e procurou o casal para conversar.
O casal descobriu o nome real da suspeita e descobriu que ela já tinha respondido por casos semelhantes. A família então decidiu denunciar o caso à polícia civil de Santa Catarina.