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Uma tragédia no sistema de saúde pública da Região Metropolitana de Belo Horizonte gerou revolta e mobilizou as autoridades policiais, após a jovem Brenda Larissa Maia, de 29 anos de idade, falecer no último sábado, 6 de junho de 2026.
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Ela não resistiu pós dar entrada com um quadro de dores intensas na região do peito na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Justinópolis, localizada no município de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais.
O laudo necroscópico oficial emitido pela equipe médica legal apontou que a causa do óbito decorreu de uma embolia pulmonar, uma obstrução das artérias dos pulmões comumente causada por coágulos sanguíneos.
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Diante das circunstâncias, os familiares da vítima acusam a instituição de negligência médica e omissão de socorro. Horas antes de evoluir para o óbito, a própria paciente utilizou o telefone celular para registrar as condições de funcionamento e a ausência de assistência na unidade de saúde.
No registro em vídeo gravado por Brenda no interior da UPA, ela caminha pelos corredores do local e exibe o interior de diversos consultórios médicos que se encontravam totalmente desprovidos de profissionais de saúde, flagrando ao menos quatro salas de atendimento completamente vazias.
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As imagens gravadas pela jovem também revelam o desgaste estrutural do prédio público e mostram outros pacientes acomodados de forma improvisada em macas dispostas pelos corredores enquanto aguardavam por triagem ou avaliação de plantonistas.
Conforme o histórico clínico relatado por parentes, Brenda possuía diagnósticos prévios de fibromialgia (síndrome que causa dores crônicas pelo corpo) e de cardiopatia, fatores que aumentavam a necessidade de um monitoramento ágil.
A moça que fez esse vídeo faleceu no SUS
Uma mulher identificada como Brenda Larissa Maia morreu no último sábado (6) na UPA Justinópolis, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Ela havia dado entrada no serviço médico na parte da tarde após sentir… pic.twitter.com/NpcdH3dAv7
— Fernanda Salles (@reportersalles) June 7, 2026
Inconformada com o desfecho, a família de Brenda Larissa formalizou o registro de um boletim de ocorrência junto às autoridades policiais, detalhando uma sequência de falhas na prestação do serviço público.
O documento cita a demora excessiva para o início do atendimento de emergência, falhas crônicas de comunicação por parte do corpo de funcionários e a transmissão de orientações médicas conflitantes durante o período em que a jovem permaneceu agonizando na unidade.
A Polícia Civil de Estado de Minas Gerais (PCMG) foi oficialmente acionada para tomar ciência dos fatos e reter o prontuário médico, contudo, o órgão de segurança pública ainda não emitiu atualizações indicando se um inquérito policial por erro médico ou homicídio culposo foi formalmente instaurado.
Por meio de uma nota oficial emitida pela Secretaria Municipal de Saúde, a Prefeitura de Ribeirão das Neves manifestou publicamente o seu pesar pelo falecimento da munícipe e informou que determinou a abertura imediata de um procedimento administrativo de apuração rigorosa para esclarecer toda a cronologia dos fatos.
A gestão municipal assegurou que, assim que a comissão técnica concluir a análise detalhada dos relatórios de atendimento e das imagens gravadas pela paciente, adotará todas as medidas administrativas, técnicas e sanções jurídicas cabíveis contra os eventuais responsáveis pela desassistência na UPA Justinópolis.