“Não temos o direito de aceitar”, declara Lula ao expor o que pensa sobre novo tarifaço de Trump

Lula trouxe mais detalhes sobre como está se sentindo após ter sido anunciado a possibilidade de um novo tarifaço ser imposto ao Brasil por parte dos EUA.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom em relação à política externa comercial nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, durante a abertura da reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido popularmente como Conselhão.

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Em pronunciamento direcionado a ministros, empresários e líderes da sociedade civil, o chefe do Executivo brasileiro manifestou forte oposição à proposta do governo dos Estados Unidos de impor barreiras alfandegárias adicionais às exportações brasileiras.

Diante disso, ele falou em seu discurso que o país não pode aceitar a medida por uma questão de “dignidade e respeito” à classe trabalhadora nacional.

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Como contraofensiva técnica e política, o petista determinou publicamente que seus ministérios elaborem, em caráter de urgência, um estudo comparativo detalhado sobre o poder de compra e a remuneração média do trabalhador norte-americano em relação ao brasileiro.

O objetivo da estratégia é usar os dados socioeconômicos para contrapor a retórica de Washington de que o Brasil pratica concorrência desleal ou adota subsídios que prejudicam o mercado externo.

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“É preciso que vocês me apresentem um estudo urgente do que ganha um trabalhador americano, porque, a última imputação de taxa que colocaram para nós, nós não temos o direito de aceitar, por dignidade e respeito ao que fazemos aqui”, disse o presidente.

A reação do Palácio do Planalto ocorre uma semana após agências técnicas do governo dos Estados Unidos sugerirem a implementação conjunta de duas novas tarifas que, se somadas de forma cumulativa, podem atingir uma sobretaxa de 37,5% sobre as mercadorias de origem brasileira.

O pacote de sanções econômicas foi estruturado com base nas conclusões de duas investigações conduzidas sob o amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, um dispositivo jurídico utilizado por Washington para punir países acusados de violar acordos internacionais ou impor barreiras injustificadas a produtos dos EUA.

Para que as novas alíquotas entrem em vigor e passem a onerar o comércio bilateral, as recomendações técnicas do Escritório do Representante de Comércio (USTR) necessitam obrigatoriamente do aval definitivo e da assinatura do presidente norte-americano, Donald Trump.

O cronograma de Washington estabelece o dia 15 de julho como o prazo regulamentar final para que a Casa Branca analise os relatórios e tome uma decisão de mérito sobre a aplicação das sanções ou a prorrogação das negociações diplomáticas.

Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.