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Um relatório médico, encaminhado nesta sexta-feira (12/06) ao Supremo Tribunal Federal (STF), apontou uma piora no quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro em razão das crises recorrentes de soluço que ele vem enfrentando nas últimas semanas.
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O documento, enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, informa que os episódios se intensificaram nos dias 9 e 10 de junho. Segundo o relatório, a frequência e a intensidade das crises exigiram a administração de doses extras dos medicamentos utilizados no tratamento.
Segundo o relatório, a medicação chegou ao chamado “limite terapêutico de segurança”, sem que houvesse resolução definitiva do problema. Diante da persistência dos sintomas, os médicos recomendaram a realização de novos exames.
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O objetivo dos novos procedimentos é investigar a origem dos soluços. Entre os procedimentos indicados estão uma endoscopia digestiva alta, uma manometria esofágica de alta resolução e uma pHmetria gástrica.
O objetivo é avaliar o funcionamento do esfíncter esofágico inferior e verificar a existência de possíveis alterações no sistema digestivo, incluindo casos de esofagite crônica, que podem estar associados à recorrência dos episódios.
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Bolsonaro cumpre atualmente pena em regime de prisão domiciliar, benefício concedido pelo STF em razão de seu estado de saúde. Entre os problemas médicos considerados pela Corte está a recuperação de um quadro de broncopneumonia.
Condenado a 27 anos de prisão por ter sido uma das lideranças na tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente estava detido no Complexo da Papudinha, em Brasília, antes de obter autorização para cumprir a pena em casa.
Nos últimos meses, Bolsonaro também passou por outros procedimentos médicos. Em maio, ele foi submetido a uma cirurgia no ombro direito e segue sendo acompanhado por especialistas enquanto se recupera dos problemas de saúde.